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“Acredito muito nas possibilidades do ser humano”. Enaide Tavares

30 de out de 2015 - Jornalismo

Perfil | Enaide Tavares

 A “pró” Enaide Tavares, 65, é uma participante querida e atuante do Grupo Institucional que orienta os trabalhos do projeto Nossa Rede. Quando ela começou a dar aulas, era tão pequena que ainda nem tinha deixado de ser aluna. Tinha só 12 anos quando virou professora leiga numa turma multisseriada no município de Catu, onde nasceu.

Já grande, veio morar em Salvador, onde cursou a faculdade de pedagogia e fez carreira na rede municipal. Passou de professora à diretora, e de diretora à Coordenadora Regional de Itapuã, momento que guarda com carinho especial nos seus 53 anos de educação.

Quando assumiu o cargo, em 2006, Itapuã tinha a escola com menor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da rede municipal de Salvador. Naquela época, a Escola Municipal Recanto dos Coqueiros amargava uma nota de 1.4. “Lembro que isso me encabulou muito”, conta Enaide.

Para mudar esse quadro, a “pró” foi até lá saber o que estava acontecendo. Conversou com a diretora e ficou espantada com sua história de vida. Depois, pediu que ela convidasse todos os professores e funcionários para uma reunião no finalzinho da tarde. Os alunos foram liberados mais cedo. Com o seu jeito cativante, mostrou que ali mesmo eles tinham um exemplo de transformação a seguir, o da diretora, e que nada impedia que a escola também fosse imbuída desse espírito. “Ninguém me falou nada. Só ficaram me olhando. Depois, o que eu assisti ali foi uma verdadeira revolução. Fico até arrepiada de lembrar”.

A comunidade foi convocada a participar do dia a dia da escola, à princípio doando materiais que estavam faltando, e os professores construíram colaborativamente módulos para cada série. Ano após ano, os números foram mudando. Hoje, a Recanto dos Coqueiros é a escola com maior IDEB na rede municipal de ensino de Salvador, com 6,5 — nota superior à muitas escolas privadas da cidade.

Em março deste ano, Enaide, que tem pós-graduação em alfabetização, passou a trabalhar na Secretaria Municipal de Educação (SMED) como coordenadora de política e diretrizes da rede. Na prática, ela medeia conflitos, especialmente entre diretores e professores, mas ainda sente falta do chão da escola. “É difícil esse afastamento. Foi um parto, na verdade. O que me dá alegria são esses encontros que participo com o Nossa Rede”.

As reuniões são prazerosas, mas não exatamente tranquilas. “É um momento de ebulição, porque mexe com os nossos brios saber que os marcos de aprendizagem, que formulamos com a expectativa de que dessem certo, não foram bem utilizados ou não foram suficientes para fazer com que os nossos alunos aprendessem. Os resultados mostram isso”.

Quando a conversa já faz jeito de acabar, Enaide pede uma última palavrinha. “Preciso dizer ainda que amo o que faço. E acredito muito nas possibilidades do ser humano”. Bem se vê, “pró”, bem se vê.