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Alunos da EJA participam de roda de conversa sobre educação antirracista

05 de dez de 2019 - Publicidade

 

A noite da última terça-feira (03) foi especial para os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Senhor do Bonfim, no bairro de Plataforma (GRE Subúrbio I). Na ocasião, foi realizada uma roda de conversa com o tema: “Nossas Raízes: conhecimentos para uma educação antirracista”. A ação contou com a participação da professora da rede municipal, Arielma Galvão, que atua na Eja e realiza pesquisas em políticas públicas, igualdade racial e de gênero, assim como da jornalista e apresentadora do programa Mojubá, na Rádio Metrópole, Cristiele França, que aborda questões relacionadas às religiões de matriz africana.

O evento, idealizado pelo Núcleo de Políticas Educacionais das Relações Étnico-Raciais (Nuper), da Secretaria Municipal da Educação, foi aberto pela integrante do Nuper e coordenadora regional pedagógica da GRE Suburbio I, Jacirema Piedade. Ela falou sobre a importância do evento que faz parte das rodas de conversa realizadas nas escolas da área. “Nós percorremos as escolas da Eja, promovendo um papo com os estudantes, tendo como foco a nossa ancestralidade, nosso reconhecimento enquanto homens e mulheres negros e negras, trazendo conhecimentos históricos sobre a luta do povo negro e motivando professores para que possam incluir sempre em seus planejamentos, temas de tanta importância relacionados a nossa história”, ressalta.

Sob a mediação da professora Marileide França, alunos e professores da E.M. Senhor do Bonfim, assim como docentes de outras unidades de ensino da GRE Suburbio I, interagiram e puderam tirar dúvidas com as palestrantes. Arielma Galvão começou falando sobre o surgimento da Eja, bem como sobre os avanços na educação de jovens, adultos e idosos. Segundo ela, este é um importante instrumento de política pública para a promoção de uma educação antirracista. “A maior parte dos alunos da EJA são negros e precisam ter a garantia, não apenas do acesso à educação, que é um direito garantido na Constituição Federal, na LDB, dentre outros instrumentos legais, mas uma educação que dialogue com a história do povo negro e que seja representativa”, completa.

A docente reiterou ainda a necessidade de se aplicar a lei 10.639/03, que versa sobre o ensino da história e cultura afrobrasileira e africana nas escolas, ressaltando a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira. “Quais os conhecimentos teóricos e práticos o educador deve ter para efetivar uma prática pedagógica antirracista? Conhecimento de leis, vocabulário, expressões, metodologias? É preciso debater e buscar formação sobre essas questões. A Lei 10.639 foi uma conquista, agora precisa ser amplamente implementada”, enfatiza Arielma.

A jornalista Cristiele França, que já fez parte de grandes veículos de comunicação como TV Aratu e Band News FM,  conversou com os alunos sobre a sua experiência profissional, contou histórias de superação e destacou a sua luta diária contra a discriminação e o racismo religioso. “Nunca tive uma vida fácil. Também sou oriunda de escola pública e só com muito esforço consegui o meu lugar no mercado. A luta é diária, pois além de negra, sou candomblecista e preciso lutar diariamente pelo respeito à minha religiosidade. Conhecer uma coisa, não significa aderir a ela. Significa apenas que a gente se permitiu sair do mundo do preconceito, da ignorância e do desconhecimento, para entender e respeitar aquilo que, querendo ou não, faz parte da minha história”, ponderou.

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