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Alunos da Escola Municipal Olga Metting conquistam 10ª posição em torneio internacional de robótica

27 de fev de 2018 - Jornalismo

André Costa, Maria Aparecida Santana, Fabiana Silva, Amanda Santos, Mateus Pinheiro e Eduardo Vieira.

Maria Aparecida Nascimento Santana, de 14 anos, poderia ser apenas mais uma adolescente, moradora do bairro de Nova Brasília de Valéria, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. No entanto, o interesse por novas experiências fez a estudante se interessar, há dois anos, pelo Núcleo de Robótica, implantado desde 2014 na Escola Municipal Olga Mettig. Foi através deste projeto que a aluna e mais quatro estudantes, que compõem a equipe Cibertupiniquins, conquistaram o 10º lugar no Torneio de Robótica First Lego League, realizado na sexta (23) e no sábado (24), no Sesi Retiro, numa disputada acirrada, que contou com 39 equipes, de cinco estados do Nordeste. O desafio da competição neste ano foi Hydro Dynamics.

O diretor da escola e técnico da equipe, André Magno Costa, comemora o desempenho dos alunos e chama a atenção para a importância do projeto de robótica para a comunidade. “Vencer não é o nosso principal objetivo. Nossa meta sempre é fazer o melhor através de um projeto viável, para que os alunos se vejam motivados enquanto criadores de grandes ideias. Trabalhamos com tecnologia, inovação, engenharia, design e programação robótica e temos a oportunidade de mostrar um mundo novo para os estudantes, que naturalmente vão criando uma nova mentalidade”, sinaliza.

Além de Maria Aparecida (foto), fazem parte da equipe Cibertupiniquins: Daniel Gonçalves, 15, Amanda Santos, 13, Mateus Pinheiro,13, e Eduardo Vieira, 11. Juntos, eles desenvolveram um projeto inovador para captação de água no semiárido, através da absorção da umidade noturna com uso de redes de fibra de bambu, que foi apresentado durante o torneio internacional.

Maria Aparecida, que agora lidera da equipe, explica como se deu o desenvolvimento do projeto. “Achar uma pesquisa que realmente possa valer a pena é realmente difícil. Fizemos reuniões com a equipe e saímos com o pensamento de que a água está em todo lugar. Testamos outras duas experiências antes dessa, que não deram certo, mas a terceira tentativa funcionou. Aí pesquisamos muito, estudamos sobre a neblina, e chegamos à conclusão de que poderíamos captar à noite a água da umidade da neblina através de rede de bambu, que é um ótimo filtro biodegradável”, destaca.

Segundo ela, a prática foi além das paredes da escola. “Lá no bairro onde moramos, tem bastante bambu e muita coisa foi feita em minha casa. Pegamos o bambu, descascamos, minha mãe e meu pai ajudaram a separar as fibras, assim como os pais dos meus colegas. Foi um processo intenso, porque estudamos em horários diferentes e muitas vezes a gente só terminava lá pra meia noite”.

Além do Projeto de Pesquisa, a equipe passou por outras bancas de julgamento: Design do Robô, Desafio do Robô e Core Values – valores humanos que descrevem um modo de atuar em conjunto e que valoriza o respeito mútuo e o trabalho de alta qualidade. Os alunos da escola municipal construíram e testaram o robô, que teve que cumprir missões relacionadas ao tema, como mover poços, substituir canos, coletar água, etc. A professora Fabiana Silva, técnica da equipe, explica os principais pontos trabalhados durante o processo. “Esse campeonato é um projeto pedagógico único, porque abraça todas as áreas do conhecimento. Além disso, eles são motivados a trabalhar em equipe, o que ajuda bastante na socialização e eles fazem isso com alegria, animação e cooperação”.

Ela explica que o objetivo é expandir e tentar colocar as criações no mercado. “Sempre mostramos o projeto a um engenheiro que possa balizar e apresentamos a empresas e outras instituições, mas ainda não tivemos o feedback. No primeiro ano, o tema de pesquisa em sala de aula foi uma técnica de leitura, que foi o projeto de pesquisa vencedor , e esta técnica é utilizada até hoje. O que a gente deseja é que cada ideia que surja, cada solução que apareça, tenha efeito e ajude pessoas. O objetivo é que a ideia nunca morra”, ressalta.

Daniel Gonçalves, 15, membro da equipe, considera que participar do Núcleo de Robótica da Escola Municipal Olga Mettig foi transformador em sua vida. “Se eu não estivesse envolvido no projeto, certamente eu estaria entre os alunos que não querem nada com a vida. Desde que comecei a participar, mudei bastante meu jeito de ser em sala de aula, meu comportamento… posso dizer que sou uma nova pessoa”, comemora.

A estudante Maria Aparecida não tem dúvidas sobre o seu futuro profissional e é enfática: “Eu posso dizer que cerca de 90% das pessoas que participam do projeto de robótica devem seguir a vida profissional pelo caminho da engenharia ou áreas relacionadas, porque depois que você entra, você se apaixona pelo que faz ali. É difícil, claro que é, mas a gente acaba amando a experiência”, finaliza.

O Núcleo de Robótica da Escola Municipal Olga Mettig teve equipes participando de vários campeonatos e já acumula os prêmios de Estrela Iniciante, Melhor Pesquisa, Contra Todas as Adversidades e Melhor Técnico.

Sobre o torneio – Criado em 1998, o Torneio de Robótica First Lego League é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades valiosas de trabalho e de vida. A iniciativa fortalece capacidade de inovação, criatividade e raciocínio lógico, inspirando jovens a seguir carreira no ramo da ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática. Por meio de uma experiência criativa, os competidores são desafiados a investigar problemas e buscar soluções inovadoras para situações da vida real, bem como programar robôs autônomos para cumprir as missões. No Brasil, o Departamento Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI) é a instituição responsável pela operação oficial da competição.

Fotos: André Carvalho/Ascom/Smed