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Alunos municipais apresentam próprias obras sobre cultura negra no TCA

10 de nov de 2015 - Jornalismo

Nessa terça-feira (10), alunos de rede municipal de ensino de 12 escolas de vários bairros de Salvador apresentaram o espetáculo “A África de Todo (o) Mundo”, no palco do Teatro Castro Alves. O evento fez parte da II Mostra Criativa Salvador de Arte, Educação e Cultura Negra realizada através das Secretarias da Reparação, da Educação e da Fundação Gregório de Mattos (FGM), com apoio do Conselho Municipal das Comunidades Negras e do Conselho Municipal de Educação, e mostra as obras dos alunos nas áreas de música, audiovisual e literatura, classificados nos editais  publicados no Diário Oficial do Município de 29 de julho de 2015 (Portarias 280, 281 e 282).

No palco do TCA os alunos presentearam o público que lotou o local, formado por professores, alunos e convidados, com uma bela e bem eclética apresentação que mesclou teatro, dança, música e audiovisual. O projeto tem o intuito de tratar e discutir a temática étnico-racial em sala de aula, colaborar para a construção e afirmação da identidade negra, o respeito à diversidade e o combate às mais variadas formas de discriminação. O evento também celebra o mês da Consciência Negra e contribui para a implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, que trata da obrigação do ensino das histórias e culturas afro-brasileira e indígenas.

Para o secretário de Educação, Guilherme Bellintani, esse é um projeto que veio para ficar. “É uma síntese do que vem acontecendo nas escolas, com um forte trabalho da cultura negra para esses alunos. Não deixa de ser um trabalho voltado para a prática da cidadania. Estamos na segunda edição e esperamos que nunca deixe de existir”, pontuou.

Já os alunos eram só alegria. Tácio José dos Santos, de 11 anos, da Escola Municipal Comunitária do Bom Juá, fez backing vocal em um dos diversos números do espetáculo e conta que gostou da experiência. “Controlei a ansiedade e não fiquei nervoso. Achei que foi muito interessante e divertido”. Já seu colega Juan Denisson Bittencourt, 10 anos, diz o que aprendeu durante o processo composição da apresentação. “Ensinaram que os negros foram muito castigados com a escravidão e que não podemos julgar os outros pela cor da pele”. “Somos todos iguais, não temos diferenças”, completa Larissa Oliveira Santos, 10 anos, da Escola Vila Vicentina.

A babá Rejane Gonçalves, 28 anos, viu a filha declamar um poema e se emocionou. “Fico muito feliz em vê-la apresentar, foi excelente. O projeto valorizou nossa escola e toda a rede municipal”. Já o professor da Escola Pirajá da Silva, Paulo Pereira, 42, exaltou o projeto. “Foi um esforço muito grande que fizemos para concorrer. É uma oportunidade para levar o lúdico aos alunos e mostrar o talento deles”, opina.

“É gratificante para a gente, como educadores e artistas, sair das salas de aula e mostrar que o ensino também é ensinado fora da escola com ações de cidadania como essa. Essa vivência com a arte é positiva para todos os envolvidos e traze-los a um espaço como é o TCA é muito importante para eles poderem fazer essa visita uma constante e fazer com que a arte possa ampliar seus horizontes”, declara Luciana Souza, professora e uma das diretoras do evento.

No próximo dia 18, acontecerá a segunda etapa do projeto, que terá a projeção de 10 filmes produzidos pelos alunos e vai acontecer no Espaço Itaú de Cinema, no Centro. O encerramento será no dia 24, no Solar Boa Vista, no Engenho Velho de Brotas e contará com a apresentação de produções literárias e com a premiação dos três primeiros colocados de cada categoria.

Foto: Agência Haack