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Banda Didá encerra projeto AfroVila na Escola Vila Vicentina

04 de dez de 2017 - Jornalismo

Muita surpresa, alegria e emoção marcaram a tarde da quinta-feira (30), em mais um dia de apresentações do AfroVila, evento realizado de 28 a 30 e novembro pela Escola Municipal Vila Vicentina, localizada no bairro da Lapinha. As meninas da Banda Didá levaram cultura e informação para os pequenos com um show de musicalidade e pertencimento.

Vivian Caroline, diretora de Projetos e integrante da Banda, ressaltou a importância de levar o empoderamento para as crianças. “A Didá sempre teve esse compromisso de frequentar escolas e ir aos espaços de aprendizado​​, especialmente infantis. É muito prazeroso poder trazer um pouco dessa vivência, dessa estética que a Didá apresenta, um pouco da história da banda e dizer para as crianças: olha, nós também somos referência, podem usar a nossa imagem para sua inspiração, combatendo machismo, racismo e toda forma de preconceito e violência”, enfatizou.

Eufóricas e agitadas, algumas crianças da Vila não aguentaram de tanta emoção e caíram no choro com a surpresa. Foi o caso da aluna Maria Eduarda do 1º ano B, que chorou muito durante a apresentação da Banda. “Eu me senti muito feliz, meu coração até doeu de tanta felicidade por fazer parte desse momento especial”. Questionada sobre a representação da banda Didá, a aluna apontou para o braço e disse: “Sangue de negro pra sempre”.

De acordo com a diretora da unidade escolar, Glaucia Bispo, esse momento foi muito esperado. “Há mais de nove anos esse trabalho vem sendo realizado e ver as crianças integradas e interessadas a cada dia em mostrar o que aprenderam tem sido muito satisfatório. Vê-las encenando, cantando, dançando, exaltando a cor da pele negra é maravilhoso”.

Glauce enfatizou ainda que, desde o início deste ano, o trabalho foi reforçado com a aplicação das leis 11.645/08 e 10.639/03, que disciplinam a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira. “O recorte do projeto para este ano foi a mistura da África com o Recôncavo Baiano. Um diálogo cultural, com as manifestações da Bahia com a África e sobretudo sobre as questões indígenas”, detalha.

Dentre as manifestações populares apresentadas pelas crianças do 1º ao 5º ano, houve o maculelê, puxada de rede, puxada do mastro de São Sebastião, as representações baianas com os blocos afros Ilê Aiyê, Apaxes e o samba das Ganhadeiras de Itapuã. No primeiro dia, houve uma aula pública de capoeira e encenação do livro “Pretinha do Ébano” da professora Calipsa Brito- coordenadora Pedagógica da Rede Municipal de Salvador.

Realizada e satisfeita com o resultado de todo trabalho, a professora de arte, atriz e comediante, Luciana Souza, que protagonizou no cinema a personagem “Dona Joana”, no filme ‘Ó Paí, Ó’, falou da satisfação em fazer parte desse momento. “Eu acredito que tudo que a gente recebe na vida de conhecimento, de informação, a gente tem que passar adiante. Eu sempre desejei ter um espaço como esse para poder realizar tudo que aprendi e aqui encontrei ambiente e espaço propício para isso. Eu estou muito realizada com tudo. A gente dá e eles respondem”, salientou a professora.

O evento foi encerrado na última sexta-feira (01) com um desfile e escolha das Pérolas Negras, culminado com os festejos do Dia da Consciência Negra.