OUTUBRO ROSA: PREVENÇÃO CONTRA O CÂNCER DE MAMA

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Bruno Barral faz balanço de um ano da gestão na Smed

19 de set de 2018 - Jornalismo

Em setembro de 2017, aos 33 anos (hoje ele tem 34), o engenheiro Bruno Barral aceitou o desafio de comandar a Secretaria Municipal da Educação (Smed) – uma das pastas mais importantes da administração pública de Salvador. Responsável pela segunda maior fatia de recursos orçamentários municipais (em 2018, estão previstos R$ 1,35 bilhões para a Educação), a Smed tem uma estrutura ampla e pulverizada por toda a cidade, que envolve 434 escolas, dez Gerências Regionais, quase nove mil professores, 142 mil alunos, além de gestores, servidores e colaboradores.

Há um ano à frente da secretaria, Barral faz uma avaliação dos trabalhos desenvolvidos no período, bem como dos avanços conquistados desde 2013 – ano que representou um marco na política educacional de Salvador. “Foi com o início da gestão do prefeito ACM Neto que a Educação ganhou o status que sempre deveria ter: de patrimônio estratégico da administração pública e da sociedade”, defende o secretário.

Qual sua avaliação acerca desse ano à frente da Smed?

Bruno Barral – Foi um ano de muito trabalho, muitos desafios, grandes aprendizados e conquistas. Encontrei a Secretaria organizada, com profissionais qualificados, competentes e responsáveis, e já engrenada em um processo de melhoria, iniciado em 2013, quando o prefeito ACM Neto assumiu a Prefeitura. Apesar disso, alguns entraves burocráticos estavam gerando problemas graves e prejudicando o funcionamento da Rede. Um foi a licitação do fardamento, que estava emperrada em obstruções. Outro foi a distribuição de gás. O não cumprimento do contrato por parte do fornecedor estava causando um caos no fornecimento das merendas escolares, que dependem do gás para serem feitas. Com muito trabalho, foco e ações estratégicas, bem como o envolvimento de toda a equipe, esses problemas foram sanados e o ano letivo de 2018 começou com tudo certinho: fardamento e kits de material escolar novos, além da merenda em dia.

Outro ponto positivo foi o término das obras de construção de unidades escolares e a entrega dessas novas escolas e creches para as comunidades. De setembro de 2017 a abril de 2018, inauguramos 21 novas unidades, que somaram R$ 81,5 milhões em investimentos. Parte dessas escolas funcionava antigamente em imóveis degradados, que foram demolidos e reconstruídos. Hoje, nossas crianças têm aulas em ambientes bonitos, organizados, que não devem nada às melhores escolas particulares de Salvador. Essa requalificação alcançou, desde 2013, mais de 63% da estrutura física da Rede Municipal. Foram 233 unidades escolares que passaram por reformas, reconstrução ou construção, somando investimento superior a R$ 300 milhões.

O senhor tem visitado as unidades escolares da Rede?

Bruno Barral – Sim. Tenho como meta visitar, pelo menos, cinco escolas por semana. É um projeto que criei chamado ‘Ouvindo Nossa Rede’. Essas visitas são acompanhadas pelos diretores de obras, de suporte à rede, pelo gerente regional e toda uma equipe com o objetivo de ouvir os gestores, coordenadores, professores e alunos e buscar soluções para os problemas, bem como ver o trabalho que está sendo desenvolvido. Também é uma iniciativa para estabelecer um canal de diálogo com nossas escolas, com as equipes gestoras.

Recentemente o Ministério da Educação (MEC) divulgou o IDEB 2017. Salvador registrou crescimento nos dois segmentos. A que você atribui esse avanço?

Bruno Barral – Foi uma alegria muito grande ver que Salvador avançou tanto nos Anos Iniciais, quanto nos Anos Finais do Ensino Fundamental no IDEB de 2017. Nos Anos Iniciais, inclusive, já superamos a meta estabelecida pelo MEC para 2021. Em 2015, Salvador tinha registrado um crescimento expressivo, sendo a capital que mais avançou no IDEB subindo nove. Esse progresso é resultado de vários fatores. O principal é a atuação responsável e dedicada dos nossos professores, coordenadores, gestores e vice-gestores. Além disso, pesa também as políticas e ações adotadas pela Prefeitura de Salvador na área, a começar pelo aumento nos investimentos que no ano de 2017 corresponderam a quase 30% do orçamento da Prefeitura, sendo que o obrigatório é 25%. Em 2012, Salvador investia somente 22% do seu orçamento em educação.

A própria melhoria da estrutura da Rede, que já falamos aqui, também tem sua influência, porque traz mais conforto para alunos e professores. O avanço na qualidade do ensino passa também pelo material pedagógico “Nossa Rede”, construído de forma colaborativa em um processo encabeçado pelos próprios professores da Rede Municipal e que representa a nossa raiz, a nossa cultura, é a cara de Salvador. O Nossa Rede é um legado que vamos deixar para a cidade. Destaco também o Programa Agente da Educação, desenvolvido em parceria com o Parque Social, que tem contribuído fortemente para a redução do abandono escolar através do fortalecimento do vínculo entre unidade de ensino, família e comunidade. Mais de 25 mil alunos foram reinseridos às nossas escolas a partir do trabalho dos agentes.

Quais os próximos passos?

Bruno Barral – Assinamos convênios com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a Prefeitura garantiu, ainda, mais R$ 102 milhões para reconstrução de mais 17 unidades escolares. Essas obras já estão em fase de licitação. No ano passado, aplicamos cerca de R$ 3 milhões na aquisição de mobiliário escolar e também assinamos convênio para mais R$ 5 milhões em mobiliário. Nossas equipes, professores e coordenadores já estão trabalhando na elaboração dos cadernos de linguagens do Nossa Rede dos anos finais e de ciências, história e geografia dos anos iniciais do Ensino Fundamental. E neste ano temos a novidade de incluir os nossos alunos também nesse processo, consolidando o caráter participativo, democrático e inclusivo desse trabalho.

Aliás, é importante destacar que temos calcado nossa atuação no diálogo aberto e transparente com todos os profissionais da nossa rede, sejam os que atuam no órgão central, quanto aqueles que atuam nas nossas escolas e nas Gerências Regionais. Essa postura também foi adotada com os sindicalistas representantes dos nossos professores. Gostaria de lembrar que estamos em um trabalho conjunto com a APLB na construção do curso preparatório para gestores, que antecede o processo de eleições nas escolas.

Enfim, há muito trabalho pela frente. Crescemos, mas temos que seguir o passo, consolidando os acertos, revisando os erros, buscando aperfeiçoar nossos projetos para alcançarmos a meta de uma educação de qualidade, que refletirá no crescimento e desenvolvimento da nossa cidade, bem como na melhoria de vida das pessoas que aqui vivem.