Cadastramento de pessoas com Doença Falciforme vai até 5 de setembro

20 de ago de 2019 - Jornalismo

Os familiares dos estudantes e profissionais da educação da Rede Municipal de Ensino terão até o dia 5 de setembro para fazer o Cadastramento de Pessoas com Doença Falciforme. O objetivo da ação é identificar as pessoas com a doença residentes em Salvador e também casos suspeitos, buscando articular estratégias que favoreçam um atendimento mais adequado e direcionado, com vistas a uma melhor qualidade de vida.

Para fazer o cadastramento, a pessoa com a doença falciforme deverá acessar este link Cadastro Doença Falciforme, no site da Secretaria Municipal de Saúde e preencher o formulário de acordo com os dados solicitados. O cadastramento também poderá ser efetuado em uma Unidade Básica de Saúde, onde deverão ser apresentados o cartão do SUS, RG e comprovante de residência com CEP.

A Doença Falciforme afeta diretamente a vida escolar do aluno acometido comprometendo os processos de ensino e aprendizagem. Influencia o crescimento e desenvolvimento do aluno, sendo seu desempenho escolar afetado por hospitalizações frequentes, faltas escolares, lesões cerebrais subclínicas causadas por episódios repetidos de vaso-oclusão. O diagnóstico precoce, acompanhamento regular com equipe de saúde, além de suporte social podem reduzir muito e até evitar os agravos e complicações da doença.

Foi enviado para as escolas o documento em formato digital “Doença Falciforme: Manual do Professor” produzido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a fim de favorecer a melhor compreensão da temática.

Este é o primeiro cadastramento da pessoa com Doença Falciforme de Salvador. A ideia é fazer um levantamento de quantas pessoas no município tem a doença e, posteriormente, traçar um plano de ação. “A maior intenção mesmo é identificar para orientar na busca do tratamento. A doença não tem cura, mas o tratamento diminui o agravo. Quanto mais cedo se identifique, melhor. O acompanhamento contínuo fará com que a sintomatologia seja reduzida”, explica a técnica da Secretaria Municipal da Educação (Smed), Yde Marques, que atua na área de Saúde na Escola, da Coordenadoria de Inclusão Educacional e Transversalidade.