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Cartilha vai ajudar na discussão de gênero, raça e etnia na rede

30 de nov de 2012 - dev

Resgatar realidades, valores e a identidade da mulher negra e contribuir para a discussão de questões de gênero, raça e etnia no currículo escolar da rede municipal de ensino. Estes são os objetivos da cartilha “Mulheres Negras – Uma História bem Contada” lançada, nesta sexta-feira (30), pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Secult), por meio do Fundo Municipal para Desenvolvimento Humano e Inclusão Educacional de Mulheres Afrodescendentes (Fiema).

A cerimônia aconteceu no auditório da Secult, no Engenho Velho de Brotas. Cerca de 70 pessoas participaram do evento, entre professores, coordenadores pedagógicos, dirigentes, além da superintendente municipal de Política para as Mulheres de Salvador, Ana Angélica de Araújo.

O documento reúne fotos e textos sobre a trajetória de 23 mulheres negras cuja participação e o compromisso social merecem destaque, pois fizeram e fazem história na cidade do Salvador, enfrentando o racismo e vencendo barreiras. “Essa cartilha fortalecerá o trabalho que já vendo sendo realizado na rede municipal com a Lei 10.639/03, que institui a obrigatoriedade do estudo da História e Cultura Afro-brasileira”, explica Jussara Rosa, gestora da Fiema, ressaltando que todas as 425 escolas municipais receberão as cartilhas.

Segundo a coordenadora de Ensino e Apoio Pedagógico da Secult, professora Gilmária Cunha, a visibilidade da história de vida das mulheres retratadas na cartilha poderão contribuir para a elevação da autoestima das crianças. “Principalmente, das meninas na nossa rede que poderão se identificar com estes grandes exemplos”, afirma. “Eu acho que a nossa história serve para incentiva as meninas mais jovens negras que sonhar, executar e realizar é possível”, completa a cantora Márcia Short, uma das 23 mulheres da cartilha presentes na cerimônia.

A cartilha foi montada a partir de um álbum feito em 2010, que percorreu as escolas com fotografias de mulheres negras. Depois disso, foi realizada uma exposição itinerante que passou pela Estação de Trem da Calçada e unidades de ensino, envolvendo as comunidades.

Momento cultural
O evento contou com apresentações de dança afro da cabeleireira, esteticista e estilista afro, Negra Jhô; de canto em iorubá com alunos da Escola Municipal Irmã Elisa Maria (Nova Brasília); além de contação de histórias e recital de poesias com professores e gestores da rede, como a diretora Jaciara Pimentel, do Centro Municipal de Educação Infantil Mundo (Santa Luzia).

Ainda durante o lançamento, duas educadoras foram homenageadas pelo Fiema e Conselho Municipal de Educação. A professora Edméia Nascimento (Mel Nascimento), pela conquista do 1º lugar no prêmio nacional “Griô na escola, na Internet e na TV”, com o projeto “Caminhos da escola: vivências e saberes da pedagogia Griô, a inclusão das relações étnico-raciais” na Escola Municipal Malê Debalê, em Itapuã.

Outra homenageada foi a ex-diretora do Centro Municipal de Educação Infantil Creche Vovô Zezinho, Adriana Rodrigues, pelo prêmio “Educar para a Igualdade Racial”, promovido pelo Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert). Ela venceu na categoria infantil com o projeto “Arte e cultura fazem uma bela mistura”.