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Escola foca em tecnologia e artes no Subúrbio de Salvador

17 de fev de 2017 - Publicidade

Baseada na Escola Parque idealizada por Anísio Teixeira, o projeto Escolab tem como objetivo principal reforçar o conhecimento adquirido pelas crianças no turno regular

POR SARA LIMA*
dosjajaja@gmail.com

Baseado na Escola Parque criada pelo educador Anísio Teixeira, na década de 70, a Escolab, projeto inaugurado em junho de 2016, tem sede no subúrbio ferroviário de Salvador e propõe o acesso à aprendizagem ampla e interdisciplinar com o uso de tecnologias, tudo através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação de Salvador (SMED),  o Google e a plataforma interativa Smartlab.O espaço funciona como uma opção de contraturno para as crianças do ensino fundamental I e II das escolas municipais dos bairros de Alto de Coutos, Cid Passos, Colina do Mar e Oito de Maio. Lá, as crianças têm acesso a impressoras 3D, tablets e notebooks, aulas de artes, práticas esportivas, atendimento educacional especializado,  “Museu da Criança”, além de um espaço para prática de arvorismo.

Escolab / Foto divulgação

O objetivo do projeto é reforçar, com o uso de tecnologias,  o que é aprendido nas escolas, além de incentivar a criança a relacionar o conhecimento passado com a vida cotidiana, através de jogos de linguagem e raciocínio lógico. “Isso para o desenvolvimento intelectual, pessoal, emocional das nossas crianças é uma proposta muito interessante”, garante a secretária de Educação do município Paloma Modesto. Para isso, os professores da unidade estão sendo capacitados para a atuação no laboratório. “É preciso desenvolver nos professores outras habilidades além das que eles já têm”, explica a secretária.Através de um processo de formação mediado pela Secretaria de Educação, os professores se qualificam para lidar com a proposta do projeto. “Esse projeto, como é extremamente inovador, precisa de um acompanhamento pedagógico muito atento porque é algo que não estamos acostumados”, reforça Modesto. Para ela, saber o que fazer com tantos recursos é o que torna a escola pioneira nesse sentido.

GOOGLE
A Google, empresa mundial de serviços online e software que, segundo relatório anual da empresa, arrecadou 75 bilhões de dólares em 2015, apoia o projeto no fornecimento da plataforma Google For Education (google para educação). De acordo com a multinacional, 70 milhões de usuários distribuídos por 190 países utilizam o programa. O prefeito de Salvador, ACM Neto visitou a sede da empresa na Califórnia para o firmamento da parceria, pouco antes da unidade ser inaugurada.Para a professora de Ciência da Computação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pesquisadora na área de Tecnologia e Educação Anna Schwarzelmüller, a parceria com a Google deveria ser mais cautelosa. “Me preocupa no sentido de haver uma preferência pela utilização de tecnologias proprietárias que vão cercear a liberdade de escolher e de experimentar tecnologias livres, cuja filosofia amplia a criação, inovação e autoria de novas metodologias e tecnologia”, salienta.A plataforma disponibilizada pela Google é gratuita, não causando gastos para o município. O orçamento previsto para o projeto, que inicialmente contaria com duas unidades, a do subúrbio e Boca do Rio, prevista para ser inaugurada ainda em 2017, é de R$ 3 milhões anuais.

Museu da criança / Foto: Sara Lima

O professor de Educação e membro do Grupo de Pesquisa em Educação, Comunicação e Tecnologias (GEC) da Faculdade de Educação da UFBA, Nelson Pretto, não acredita que a parceria seja realmente gratuita. “Quando usamos esses sistemas ditos gratuitos, estamos, na verdade, remunerando essas empresas justamente com a moeda de maior valor no mundo contemporâneo que são nossas informações”.Para ele, o uso de tecnologias proprietárias – que são os softwares licenciados com direitos exclusivos para o produtor, não deveria ser imposto nas escolas, mas é opção do indivíduo usar ou não. “No entanto, que um governo passe a adotar como política pública, obrigando toda uma comunidade escolar a depositar seus dados e suas produções, é absolutamente lastimável”, aponta Pretto.O uso de softwares livres, oposto das tecnologias proprietárias, foi pensado no início do projeto Escolab, mas não foi levado adiante. Na visão da secretaria Paloma Modesto, a discussão de alternativas faz parte da construção de projetos. “É nossa prática cotidiana quando discutimos projetos de tecnologia, seja no âmbito educacional ou administrativo”.*Estudante de jornalismo da Faculdade de Comunicação da UFBA e estagiária da Agência de Notícias em CT&I – Ciência e Cultura e do Programa – Conhecimento livre e divulgação científica (C_LIVRE)