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Escola municipal de educação hospitalar e domiciliar é inaugurada em Salvador

01 de out de 2015 - Jornalismo

Projeto terá recurso anual de R$ 5 milhões e atenderá cerca de 2 mil crianças e adolescentes por ano

A primeira escola municipal de educação hospitalar e domiciliar de Salvador foi inaugurada oficialmente na manhã desta quinta-feira (1º) durante uma cerimônia na sede das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). Em Salvador, o projeto já existe há 14 anos e conta com professores dando aulas em 13 hospitais, quatro casas de apoio e 18 domicílios. A iniciativa pioneira foi justamente das Osid, dentro do Hospital da Criança, em 2001.

“Esse programa é tão transformador. Esta inauguração é um ato quase simbólico, formal, porque o mais difícil já foi feito”, disse o secretário municipal de Educação, Guilherme Bellintani, durante a inauguração. Apesar de já atender crianças, adolescentes e adultos em hospitais e casas de apoio da capital, os profissionais que trabalham no projeto reivindicavam à Secretaria Municipal de Educação (Smed) uma sede administrativa própria, onde os alunos pudessem ser regularmente matriculados, assim como uma coordenação pedagógica e uma diretoria.

Já inaugurada, a agora batizada de Escola Municipal Hospitalar e Domiciliar Irmã Dulce funcionará no bairro de Amaralina, dentro do Centro de Arte Mário Gusmão. Para o prefeito ACM Neto, a formalização da escola ajuda a garantir a permanência do projeto de Classes Hospitalares e Domiciliares.

 

“Com a existência da escola, ninguém mais vai poder comprometer esse programa. Ele passa a ser um programa permanente. Eu acho que é um dos poucos casos no Brasil em que a escola é praticamente uma escola virtual, porque ela acontece em vários lugares ao mesmo tempo, mas tem a sua sede, tem registro no MEC, tem a sua diretora o seu projeto pedagógico e tem 47 professores dedicados somente a ela”, afirmou.

Os 47 professores já trabalham nas classes hospitalares e domiciliares de Salvador, mas agora são conhecidos formalmente como funcionários da nova escola. Todos eles já possuem familiaridade com o ambiente de educação hospitalar e domiciliar, mas ele permanecerão em capacitação continuada pela Smed.

“É uma escola muito diferente das outras 440 que a gente tem. É a 441ª da rede municipal de ensino, tem uma sede administrativa em Amaralina, mas são duas salas basicamente para guarda de material, e de secretaria. Os professores não vão lá, vão direto às unidades hospitalares ou domiciliares e lá atendem os alunos, participam das atividades pedagógicas”, explica Bellintani.

Investimento
Segundo o prefeito, o investimento anual na escola será de cerca de R$ 5 milhões. A expectativa é que pelo menos 2 mil pessoas sejam atendidas anualmente. Somente este ano, 1.400 alunos já foram atendidos pelo projeto. A equipe é formada por uma diretora, Tainã Rodrigues, coordenadores pedagógicos e 47 professores.

O projeto pedagógico da escola compreende aulas conjuntas, de arte e música, em turmas separadas por faixa de idade, além do conteúdo programático de cada ano, passado particularmente a um ou mais alunos que estudem a mesma série.

De acordo com a coordenadora pedagógica Anaildes Bonfim, dependendo da condição física do paciente, ele pode também receber aulas no próprio leito. Hoje, a seleção dos estudantes é feita dentro da unidade hospitalar.

“Eles são até um pouco médicos”
A estudante Érica Alcântara, de 19 anos, aluna do Bacharelado Interdisciplinar de Saúde da Universidade Federal da Bahia (Ufba), também participou da inauguração. Ela foi aluna do programa há cinco anos, quando foi diagnosticada com câncer e passou por três anos de tratamento no Hospital Santa Izabel.

“O momento mais marcante foi no primeiro dia, quando eu cheguei e vi a professora, porque eu não tinha ideia da existência dela, das aulas. Isso com certeza me ajudou muito, porque eu tinha aulas de manhã no hospital e de tarde no centro de apoio. Pode parar tedioso, mas não era, porque a gente sabia que aquela poderia ser a nossa última aula”, lembrou.

Érica contou que o apoio dado pelos professores no hospital também teve influência na escolha da profissão. “Eles não são só professores, são meio psicólogos e até meio médicos também, estão com a gente o tempo todo”, disse.

Pouco antes da inauguração, o prefeito e o secretário Guilherme Bellintani foram à sala de aula do Hospital da Criança das Osid. Uma das alunas, Micaela Bandeira da Silva, de apenas 8 anos, aluna há 20 dias na unidade, chegou até pedir aulas nos três turnos. “Ela vai ter alta e já quer que eu leve a professora com a gente”, contou a mãe da menina, a dona de casa Delcina Meira, 27 anos. As duas moram no município de Barra, no Vale do São Francisco, e vieram a Salvador depois de Micaela sofrer um AVC.

Veja onde já trabalham os professores da Escola Municipal Hospitalar e Domiciliar Irmã Dulce:

– Hospital Ana Nery
– Clínica RIM
– Associação de Apoio à Criança Cardiopata (Abacc)
– Hospital da Criança (Osid)
– Hospital Santa Izabel
– Hospital São Rafael
– Hospital da Criança Martagão Gesteira
– Hospital Eládio Lasserre
– Hospital Especializado Octávio Mangabeira
– Grupo de Apoio à Criança com Câncer (Gacc)
– Núcleo de Apoio e Combate ao Câncer Infantil (Nacci)
– Casa de Apoio Solange Fraga
– Hospital Roberto Santos (Hemodiálise)
– Hospital Aristides Maltez
– Hospital do Subúrbio
– Clínica Nossa Senhora das Graças
– Hospital Couto Maia (suspenso por conta da reforma)