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Fiscal de faltas: programa de agentes quer reduzir pela metade evasão

08 de jul de 2015 - Jornalismo

O secretário municipal de Educação, Guilherme Bellintani, explicou que a iniciativa tem dois objetivos

Desde agosto de 2014, a estudante de Serviço Social Elba Sena dos Santos, 29 anos, recebe as crianças na porta da Escola Municipal do Calafate, na Avenida San Martin. “A ideia é que elas sejam bem acolhidas, que não sintam que é um lugar chato e para que tenham vontade de estudar”, conta. Mas não é só isso.  Se Elba perceber que alguma das crianças começa a faltar, ela vai visitar a família para descobrir o motivo  e levar a criança de volta à escola

Elba e mais dez pessoas há 11 meses realizam esse trabalho, que serviu de piloto para o Programa Agente da Educação, da Secretaria Municipal de Educação de Salvador (Smed), lançado ontem pela prefeitura. Com o lançamento do programa, o trabalho será expandido para todas  as  384 escolas da rede municipal , com a  meta  de, a cada ano, reduzir à metade o número de crianças que abandonam a escola em Salvador.

O investimento anual no programa, segundo o prefeito ACM Neto, é de R$ 5 milhões. “Com esse programa, nós queremos colocar um agente em cada escola da rede municipal. Esse agente é normalmente o estudante de Pedagogia. Ele tem que ter relação direta com a comunidade, porque precisa morar, no máximo, até 1.500 metros da escola”, afirmou, acrescentando que, futuramente, espera expandir o programa para creches e pré-escolas.O secretário municipal de Educação, Guilherme Bellintani, explicou que a iniciativa tem dois objetivos: “Um mais macro, que é o fortalecimento do vínculo, fazer com que a escola se torne mais importante para a comunidade e fazer com que a comunidade seja mais ouvida pela escola. Numa perspectiva mais específica, é justamente a redução do abandono escolar, que chega a até 5 mil crianças por ano. A gente sabe que isso, no acúmulo histórico, gera um déficit de política social imenso”, explicou durante o lançamento, no Hotel Fiesta, no Itaigara.

Segundo Bellintani, o número representa 3,5% dos alunos da rede. “Significa um contingente enorme de pessoas sem a qualificação e que, no futuro, tendem ou ao subemprego ou a atividades não legalizadas e até ao tráfico de drogas. Se a gente conseguir reduzir o abandono escolar na metade já no primeiro ano, que é a nossa meta, a gente vai estar aí trazendo 2,5 mil pessoas por ano a uma reinserção social, antes que ela esteja no estágio de adolescente-adulto”, planeja o secretário.

Inspiração
Para a execução do projeto, a prefeitura conta com a parceria da Fundação Itaú Social, que faz a capacitação dos agentes a partir de um convênio com a ONG Parque Social e a coordenação técnica do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds).

“O papel da família é fundamental, a família vai ser chamada a participar ativamente em diversos momentos. Quando ela não for até a escola, o agente de educação irá até a residência dela no sentido de acolher essa família e orientar. E a comunidade também será chamada a participar de muitas ações da escola”, explicou a presidente da ONG Parque Social, Rosário Magalhães.
É a primeira vez que o projeto – inspirado no programa Coordenadores de Pais, desenvolvido pela Fundação Itaú Social e que já existe nos estados do Pará, Goiás, Espírito Santo e em Santos (SP) – é universalizado.

“A gente sabe que existem escolas que são muito boas no desenvolvimento de aproximação com os responsáveis. Mas o nosso entendimento é que é muito importante que haja uma coisa sistêmica, que todas as escolas tenham apoio para melhorar as suas estratégias de acolhimento”, disse a gerente de Educação da Fundação Itaú Social, Patrícia Mota Guedes.

Resultados
De agosto de 2014 para cá, 11 escolas da rede municipal receberam o projeto piloto. Na Escola Municipal do Calafate, na Avenida San Martin, onde Elba trabalha, já há resultados. Ela mesma já conseguiu levar um estudante de volta à sala de aula.

“Eu já tinha tentado contato telefônico, contato-convite e o responsável não apareceu na escola. Então, eu fui obrigada a ir à casa. Fui bem recepcionada e a partir do momento em que eu fui na casa desse aluno, ele voltou para a escola, a família ficou mais presente. Esse aluno hoje se mantém firme e ativo na escola”, conta Elba.

Mãe de uma aluna da escola, Lisângela Aguiar aprova o trabalho. A filha dela, Micaele Aguiar, 6 anos, fala com frequência de Elba. “O agente ajuda bastante, até nos encontros com os pais, com os alunos. Eu sou muito grata, porque ela sempre está com a  gente”, diz, se referindo a Elba.

A diretora da Escola Municipal Fernando Presídio, em Tubarão, Cássia Santos, aguarda com expectativa a chegada dos agentes. “Sempre precisamos de alguém que nos ajude nesse processo de buscar o aluno infrequente. Nós não conseguimos chegar até a casa do aluno em tempo hábil”, diz.