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Município produz material didático próprio

15 de out de 2015 - Jornalismo

Livros e demais materiais didáticos que serão usados, a partir do próximo ano letivo, por alunos da educação infantil e ensino fundamental I da rede municipal de Salvador estão sendo elaborados pela prefeitura.

Participam deste trabalho, cerca de quatro mil  professores, 200 técnicos da Secretaria Municipal da Educação (Smed) e profissionais dos institutos Avante e Chapada de Educação e Pesquisa.

A produção de material  próprio integra o novo projeto pedagógico da rede municipal, apresentado nesta quinta-feira, 15, Dia do Professor, pelo prefeito ACM Neto e o titular da Smed, Guilherme Bellintani, no Hotel Fiesta, no Itaigara.

Denominado Nossa Rede, o projeto terá cadernos para as disciplinas de língua portuguesa e matemática. O secretário revelou que a produção vai permitir economia de até 70% em investimentos em livros didáticos nos próximos dez anos.

“Só para se ter uma ideia, o custo anual de material como este produzido por editoras seria de R$ 14 milhões. Temos um investimento maior agora, mas ficamos com o direito autoral. A partir  do segundo ano, só vamos atualizar e imprimir”, disse.

Conforme Bellintani, o valor  é de R$ 6,3 milhões na concepção, editoração, custos técnicos, elaboração, além de R$ 3,5 milhões anuais com a impressão. Inicialmente, cerca de 100 mil alunos de 350 das 440 escolas municipais serão beneficiados com as novas diretrizes curriculares.

Ao longo d e 2016, serão desenvolvidos materiais para estudantes do ensino fundamental II e educação de jovens e adultos (EJA), com previsão para começarem a ser utilizados em 2017.

A ação, segundo Bellintani, proporcionará unidade ao  ensino-aprendizagem na rede municipal: “É um novo paradigma para os dez primeiros anos de vida da criança. Hoje, cada escola adota o modelo pedagógico que lhe convém. Todas terão o mesmo material, fruto de discussão das próprias escolas”.

O prefeito ACM Neto, por sua vez, destacou que resultados serão obtidos a médio e longo prazos. “O projeto vai aproximar  o professor do aluno e vice-versa. Vai envolver o estudante, de forma que o professor  acompanhe o  desenvolvimento dele mais de perto”, frisou.

Aprendizado

O novo material  contextualizará as identidades culturais de Salvador com a realidade dos estudantes. “Não encontramos livros nacionais que falem de forma profunda da Baía de Todos-os- -Santos, da capoeira ou da nossa história, como o 2 de Julho”, disse Bellintani.

O que não quer dizer que conteúdos nacionais deixarão de ser  abordados. “Por exemplo, a gente parte do 2 de Julho para estudar a Independência do Brasil, e não o inverso”, pontuou.

Vice-diretora da Escola Municipal Zulmira Torres, em Amaralina, Maria Jaldenia Caires afirma que temas locais atrai mais os alunos: “Tínhamos um livro que trazia conteúdos referentes à cultura do Sul, que não faz parte da nossa realidade”.

Segundo a diretora pedagógica da Smed, Joelice Braga, o projeto dará identidade própria à rede municipal. Um dos ganhos, disse, é a continuidade dos estudos de onde o aluno parou. “Uma criança de Plataforma, por exemplo, pode se mudar para uma escola em outro bairro e ter o mesmo tratamento  na aprendizagem”, explicou.

“Temos casos de alunos que mudam de escola durante o ano letivo e têm dificuldade quando os assuntos não são os mesmos”, contou Maria Jaldenia Caires.

Joelice ainda destacou que a arte, em especial a música, terá um grande papel, daí a parceria com a Associação Pracatum: “Os cadernos terão um CD produzido pela Pracatum, para que essa música seja o ponto de partida”.

Licitação

Para o fundamental I, serão  produzidos 80 cadernos de português e matemática para alunos e docentes, para cada bimestre. A licitação para contratação da empresa responsável pela impressão já foi aberta. Em 2017, serão desenvolvidos livros de ciências e história.

Além dos professores, 540 coordenadores pedagógicos e 332 gestores escolares  participam ativamente do processo de elaboração, segundo a prefeitura.

Para o infantil, serão usados materiais como álbuns de fotografia, onde alunos poderão colocar  fotos da família. “Comum em escolas  particulares, isto nunca foi elaborado para as públicas”, frisou Bellintani.