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Prefeitura lança projeto pedagógico criado junto a educadores municipais

16 de out de 2015 - Jornalismo

Lançamento ocorreu nesta quinta-feira (15), em Salvador. Ideia é encontrar formas de
atrair os alunos e diminuir a evasão escolar.

Educadores da rede municipal de Salvador criaram novo projeto pedagógico que tem como
objetivos a elaboração das diretrizes curriculares da Educação Infantil e Ensino Fundamental
I, além da elaboração de cadernos pedagógicos das disciplinas Língua Portuguesa e
Matemática.
Participaram do projeto, lançado nesta quinta-feira (15), cerca de quatro mil professores,
coordenadores e diretores da rede municipal, além do prefeito ACM Neto, da vice-prefeita
Célia Sacramento e do secretário municipal de Educação, Guilherme Bellitani. O projeto será
implantado nas escolas em 2016, segundo a prefeitura.
A ideia é encontrar formas de atrair os alunos para as salas de aula para reduzir o número
estudantes que abandonam os estudos. De acordo com o Ministério da Educação, no ano
passado a média de evasão escolar em Salvador foi de 2,9%, maior do que a média nacional,
de 2,5%. Já o índice de reprovação aqui na capital foi ainda maior do que a média nacional:
15,8 % em Salvador, enquanto a média nacional foi de 9,5%
“Ele [o projeto] vai envolver o aluno, vai permitir que o professor acompanhe mais de perto o
desenvolvimento e o aprendizado desse aluno. São resultados de médio e longo prazo, mas
que vão surgir”, disse ACM Neto.
Além da metodologia de ensino, os livros também vão ser produzidos pelos educadores. A
publicação e a impressão ficarão sob a responsabilidade da prefeitura. “Não é um material
imposto. É um material desejado e construído pelas próprias escolas, então isso faz com que
essa unidade não seja uma imposição, mas seja o resultado de um querer coletivo e que vai
certamente influenciar em sala de aula”, explicou Guilherme Bellintani.
Luciene Costa, coordenadora da Escola Municipal Melvim Jones, em Massaranduba, contou
sobre o processo. Ela trabalha há dez anos com educação e está participando diretamente da
elaboração do projeto. “A gente atende às escolas de comunidade, o que a gente espera
realmente é um avanço na aprendizagem. O que a gente espera é a criança lendo, é a criança
sendo autônoma. Que seja um atrativo para a criança, para diminuir a evasão”, disse.