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Salvador tem mais de 26 mil vagas em escolas na rede pública; Estado também garante matrícula

21 de set de 2015 - Jornalismo

Mais de 20% das vagas disponíveis para alunos do Fundamental em 427 escolas municipais ainda não foram ocupadas

Enquanto muita gente tem se apertado para manter o filho estudando em uma escola particular por causa da crise econômica do país, como o CORREIO mostrou neste domingo (20), sobram vagas nas escolas públicas da capital e do interior. Só na rede municipal estão disponíveis 26.453 mil vagas para crianças a partir de 6 anos. A  Secretaria de Educação da Bahia não soube precisar a quantidade de vagas abertas, mas garantiu a matrícula em qualquer período do ano nas suas unidades de ensino.

Recém-reformada, com quadra esportiva, biblioteca, sala de vídeo e laboratório de informática. Poderia ser a descrição dos atrativos de uma escola privada, mas não é. O Colégio Municipal Arlete Magalhães, localizado no bairro de Castelo Branco, dispõe dessa infraestrutura e a maior quantidade de vagas em aberto entre as escolas municipais, com 375 vagas.

“A turma do 6º ano é a que dispõe de mais vagas e também é a que tem mais alunos transferidos de escolas particulares”, como afirma a vice-diretora da instituição, Tatiane Castro.

Não muito distante de lá, outras três particulares – a Escola Classe, o Colégio Adventista de Castelo Branco e a Escola Boa Semente – disputam  a área do bairro de Castelo Branco com mais duas escolas municipais que ficam na rua de trás da Escola Arlete Magalhães: o CIMEI Unidos de Castelo Branco e a Escola Municipal Zilda Arns.

O orçamento apertado fez com que a profissional autônoma Érica Gonzaga optasse pela Escola Municipal Zilda Arns, onde matriculou dois dos três filhos que moram com ela. “Eu tinha colocado numa escola particular no ano passado, só que não tive mais como pagar, porque além de ficar sem emprego, a avó deles que me ajudava acabou falecendo. O jeito foi ir para a escola pública”, conta.

Érica até tentou buscar uma bolsa no Colégio Adventista, mas as crianças, Camila, de 8 anos, e Ícaro, de 12, acabaram indo mesmo para a  escola pública. “Agora eu vejo que é a mesma coisa. Eu não tenho o que dizer desta escola. Os professores são corretos e minha filha está aprendendo sim. Meu outro filho tem uma dificuldade de aprendizagem, mas a escola sempre se mostrou preocupada em conversar comigo e me orientar quanto a isso”, avalia.

Com uma renda de, no máximo, R$ 1 mil para garantir o pagamento do aluguel, água, energia e demais despesas da casa, Érica deve manter os filhos na mesma escola no próximo ano. “Fui antes na escola, conversei com a diretora e não me arrependo de jeito nenhum”, garante.

Ensino privado
Mesmo antes do fim do ano letivo, a diretora da Escola Classe, também localizada no bairro de Castelo Branco, Carmen Andrade, acredita que a inadimplência irá se agravar. Em 2015, a escola teve uma queda de 20% no número de matrículas por conta do problema. “Não posso precisar se os alunos foram para escolas públicas ou mais baratas, mas nós não renovamos matrícula daqueles que não cumpriram os acordos de pagamento”.

A escola contabiliza  que 14 alunos devem desde o mês de fevereiro – ou seja, eles só pagaram a matrícula. “Temos feito de tudo para negociar, parcelando a dívida em até 10 vezes no cartão. A gente sabe que por ser uma escola de bairro tem muita gente que se esforça para manter, mas também tem aqueles que querem ostentar um celular da moda, as roupas de princesa, uma mochila de marca e mesmo assim devem a escola”.

A mensalidade da instituição custa R$ 287,77, independente do curso que vai da educação infantil ao 5º ano (alfabetização). Para tentar reverter a situação, a diretora projeta ingressar em uma parceria com o Brasil Educar para ofertar bolsas de estudo. “É mais uma possibilidade para trazer alunos e tentar garantir que eles mantenham as mensalidades em dia. Fiz esse ano uma reforma  e comprei móveis novos, mas em 2016 vou segurar os gastos e não fazer nada além do que a escola está realmente precisando”,  ressalta.

Vagas
Segundo o secretário de Educação da Prefeitura Municipal de Salvador, Guilherme Bellintani, são mais de 20% das vagas disponíveis para alunos do Fundamental do 1º ao 9º ano em 427 escolas municipais, que ainda não foram ocupadas. “Temos todo esse volume ainda a ser preenchido”.
A maioria delas está disponível nas escolas do Centro da cidade.

Nos bairros de Pernambués, CIA-Aeroporto e nas Ilhas a oferta é menor. Mas a prefeitura afirma que tem como atender as demandas destas regiões também. “A gente está preparado para receber um aumento de demanda, caso haja uma procura maior por mais vagas.  Nós temos como buscar alternativas para atender  a todos”, diz.

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Na rede estadual, o maior número de vagas também está concentrado nas escolas localizadas no Centro, principalmente nos turnos vespertino e noturno, como assegura a diretora de Planejamento e Atendimento da Rede Escolar da Secretaria de Educação estadual, Eliana Carvalho. “Todos os bairros de Salvador têm uma escola estadual e a rede garante a matrícula para quem for em busca de vaga do ensino fundamental, médio e profissionalizante. O saldo maior de vagas está localizado justamente nesta região”.

A secretaria estadual, no entanto, não tem como definir ainda o número de vagas total, visto que  a rede ainda está realizando o estudo de reordenamento  para “otimizar a oferta e a ocupação para as  matrículas no ano que vem”. “Independente do número de vagas, o atendimento é garantido em todas as áreas onde há escolas do estado”, reforça.

Demanda
A Prefeitura de Salvador matriculou 22.846 mil alunos em 2015, quase o dobro do ano passado, quando efetuou 12.404 mil matrículas. A média por turma é de 30 alunos por sala. “Não temos todas as turmas absolutamente preenchidas, por isso ainda sobram tantas vagas”, constata o secretário Bellintani.

Só este ano, as escolas estaduais matricularam 934.097 alunos. Deste número, pelo ou menos 14.198 deles vieram de escolas particulares. Em Salvador, o número chega a 5.735 mil transferidos.

A diretora de Planejamento da rede estadual alerta que a transferência para este ano só pode ser feita até antes do início da IVª Unidade, que começa no dia 19 de outubro.

Caso não tenha vaga na escola procurada, o sistema indica outra unidade mais próxima. “Salvo algumas exceções, o Conselho Estadual de Educação estabeleceu esta determinação até mesmo para não comprometer a qualidade do rendimento do aluno”, argumenta.