E.M. Santa Luzia do Lobato promove I Exposição de Jogos e Materiais adaptados às PCD

04 de set de 2019 - Jornalismo

Dos quase cinco mil alunos público alvo da Educação Especial matriculados na rede municipal, 19 estudam na Escola Santa Luzia do Lobato (GRE Subúrbio I) – instituição que promoveu para os alunos a I Exposição de Jogos e Materiais de Tecnologia de Baixo Custo. Trata-se de uma coletânea de jogos educativos adaptados para estudantes com deficiência e transtornos. Na Semana da Pessoa com Deficiência, além dessa mostra, os alunos tiveram ainda a exibição de vídeos e adaptação de brincadeiras, iniciativa cujo objetivo é revelar o quanto a sociedade deve se adequar à realidade de um público diverso que tem direito à inclusão.

Segundo a diretora da escola, Jaciara Pimentel, foi pensando constantemente na inclusão que a Secretaria Municipal da Educação (Smed) deu mais um passo e disponibilizou um veículo para fazer o transporte das crianças com deficiência que moram em localidades distantes. “Temos crianças com deficiência intelectual, com hidrocefalia, com autismo, com deficiência física que faz uso de cadeira de rodas. Algumas delas tinham dificuldade de deslocamento por não morarem na comunidade, agora não teremos mais esse problema”, contou.

Na exposição de materiais didáticos, uma variedade de mecanismos adaptados foram expostos, alguns confeccionados pela professora Maria Clara de Souza que atua no Atendimento Educacional Especializado (AEE), servidora da rede municipal há seis anos, mas com trajetória na educação especial há 27. “A ideia é mostrar que não precisamos de mecanismos caros, temos os disponibilizados pelo MEC, mas podemos fazer um arsenal de jogos didáticos confeccionados de materiais recicláveis ou adaptações com objetos que encontramos facilmente e de baixo custo. Os alunos aprendem muito. Elas falam que vem brincar, mas na verdade estão aprendendo”, conclui Clara.

Durante a exibição de vídeos, os alunos recebiam explicações sobre o respeito às diferenças, a importância de instalar piso tátil na cidade, o direito que toda pessoa com deficiência tem à inclusão, dentre outros. Eles puderam ainda interagir na exposição de materiais didáticos que estimulam o aprendizado. Um terceiro momento promovido pela escola foi a adaptação de jogos esportivos e brincadeiras para os estudantes com deficiência. “Fizemos algumas modificações nos esportes e brincadeiras (pega-pega, corrida, dança da cadeira…) para que todas pudessem brincar sem obstáculos. Contamos com a ajuda do nosso professor de Educação Física que fez as adaptações”, explicou a professora.

Ainda de acordo com a professora, a inclusão não é apenas escolar, é social. “É preciso trabalhar desde pequeno que as diferenças existem, que o aluno com deficiência também precisa ser inserido no contexto. Antigamente até o professor do AEE era excluído, havia o mito de que ela não tinha trabalho porque o aluno com deficiência não tinha capacidade de aprender. Hoje a realidade é outra, temos que adaptar tudo para que eles convivam em sociedade sem restrição de espaços”.

Fotos: André Carvalho/Smed/PMS