OUTUBRO ROSA: PREVENÇÃO CONTRA O CÂNCER DE MAMA

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Educação, diversidade e identidades são discutidos em fórum internacional

25 de nov de 2010 - dev

Começou nesta quinta-feira (25), no Hotel Pestana, em Salvador, o I Fórum Internacional de Educação, Diversidade e Identidades (Fiedi), reunindo mais de 500 educadores e representantes de entidades dos Estados Unidos, Nigéria e Brasil.

O encontro, segundo disse o secretário da Educação de Salvador, Eliezer Cruz, “é o resultando de um grande esforço para construção de uma educação melhor, fortalecida nos maiores patrimônios de Salvador: a diversidade e a identidade, genuinamente afrodescendente”. “Essa é a nossa identidade, é o que nós somos”, completou.

O objetivo do Fiedi é multiplicar as discussões e os resultados apresentados dentro da rede municipal de educação. Para tanto, todas as propostas retiradas do encontro serão catalogadas e resultarão em material didático para ser distribuído nas escolas da rede.

O Fiedi tem como base principal de discussões a efetivação da Lei 10.639/03, instituída pelo governo federal como um marco legal para instituição da educação das relações etnicorraciais e o ensino da História e da Cultura Afro-Brasileira e Africana como uma política pública para todo o país. Salvador foi pioneira ao estabelecer no currículo do ensino fundamental a disciplina.

Para a gestora do Fundo Municipal para o Desenvolvimento Humano e Inclusão Educacional de Mulheres Afrodescendentes (Fiema), Adriana Nascimento, a troca de experiências proposta no Fiedi servirá como base para novas discussões nas escolas. “Queremos consolidar todo esse trabalho que a secretaria de educação vem fazendo. Além do nosso pioneirismo, trabalhamos para fortalecer as discussões sobre as questões raciais e o reconhecimento do ‘ser negro’”, disse.

Stanley Straughter, presidente da Comissão Municipal para Assuntos de Imigrantes Africanos e Caribenhos da Filadélfia (EUA), também presente na abertura, foi um dos responsáveis pela realização do Fiedi em Salvador, lançando o desafio para a Secult, à época em que o secretário Carlos Soares ainda era titular do órgão. Em 2009, a capital baiana e a cidade americana firmaram termo de cooperação técnica na área da Educação.
Para Straughter, o Fiedi é, na verdade, apenas o começo de uma grande conversa. “Pretendemos eliminar a discriminação, o racismo e a pobreza. Devemos preparar nossos filhos”, declarou.

A realização de um fórum internacional com a proposta do Fiedi na maior cidade negra do país, na opinião dos presentes é muito importante. O Brasil é o segundo maior país negro do mundo e Salvador é a maior cidade negra do Brasil – a população soteropolitana é composta por 80% de afrodescendentes.

Desafios
Outro desafio que deve ser enfrentado na área da educação é o problema de que a maioria dos estudantes negros não consegue se identificar com os projetos pedagógicos que são desenvolvidos nas escolas brasileiras. “O problema é que não é priorizada a diversidade e o respeito entre as diferenças. Antes de mais nada é preciso estimular a autoestima”, observou a professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ana Célia Silva. “Nós professores podemos fazer muito para mudar, sensibilizar os pais”, convocou. “Os seres humanos que podem transformar, somos nós professores”.

Durban
As ações afirmativas no Brasil passaram a existir depois que o país adotou políticas de cotas para pessoas negras e índios nas universidades públicas. Para a professora Ceres Santos, mediadora de uma das mesas temáticas, realizadas nesta quinta-feira (25), o debate sobre as relações raciais no Brasil também ganhou uma nova perspectiva após a conferência mundial contra o Racismo, Xenofobia e Intolerância, realizada na cidade de Durban, na África do Sul em 2001.

A partir deste marco, o governo brasileiro firmou compromisso de adotar programas de ações afirmativas que reparassem as desigualdades raciais e sociais existentes no Brasil. O tema Gênero, Raça e Educação nos países da diáspora africana depois de Durban fundamenta o Fiedi 2010.

No primeiro dia do encontro, foram realizados minicursos que abordaram a transversalidade de temas relacionados com a educação, tais como comunicação, saúde, relações de gênero, sexualidade, direitos da mulher, ancestralidade, identidade etnicorracial e resistência, mídia, empreendedorismo e influência da cultura nigeriana na Bahia.

O Fiedi 2010 será encerrado no sábado (27), com Show da cantora Márcia Short. Até lá, estão programadas além dos grupos de trabalho também a exposição “Mulheres Negras, uma História Bem contada” e lançamento de livros de Mãe Stella de Oxossi e da prosadora Cidinha Silva.