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Escola Municipal Padre José de Anchieta desenvolve projeto Laços de Africanidade

04 de set de 2019 - Jornalismo

Com o objetivo de trabalhar a identidade das crianças e o sentimento de pertencimento, a Escola Municipal Padre José de Anchieta localizada na Federação (GRE Orla) está desenvolvendo o Projeto Laços de Africanidade – iniciativa que está movimentando a comunidade escolar com diversos eventos culturais. Realizado em 30 de agosto, o evento de abertura contou com a participação da bailarina Ligia Pires, de apenas dez anos, que em outubro vai participar da seleção Nacional do Balé Bolshoi, em Joinville.

Lígia não é aluna da escola Padre Anchieta, mas é moradora do Engenho Velho da Federação e com sua apresentação de dança contemporânea, onde insere elementos da capoeira, inspirou diversos alunos. As crianças estavam bem agitadas, mas quando Lígia subiu ao palco improvisado na área de lazer da escola, o silêncio tomou conta do salão. Primeiro, ela deu show numa roda de capoeira com o professor de Educação Física e mestre de capoeira, Jair Vasconcelos, que sugeriu à diretora da escola que a bailarina fosse uma das atrações do projeto.

Ao final do espetáculo, a garotinha, que ainda brinca de bonecas, foi aplaudida de pé. Os alunos Helena, Ester e Enzo ficaram empolgadíssimos com a pequena bailarina e afirmaram que também querem aprender a dançar. Segundo a diretora Raquel Maria do Nascimento Novaes, a ideia era mostrar às crianças o quanto a arte é importante para a vida das pessoas, o quanto é transformadora.

“Com base em nosso projeto, pensamos em trabalhar a identidade das próprias crianças, então, vendo a Liginha que é da comunidade e que através da arte e educação está se destacando com grande sonho para realizar, decidimos trazê-la para dentro da nossa escola e mostrar que é possível sim conquistar sonhos quando há perseverança e apoio familiar”, avalia.

Apoio familiar tem sido algo imprescindível na vida de Lígia. A mãe dela, Daniela Pires, deixa muito claro que a relação das duas é de total respeito e parceria. “Além de sermos mãe e filha, somos amigas, a minha opinião nem sempre prevalece. Sou aberta ao diálogo”, concluiu. Essa relação de amizade ficou bem evidente ao conversar com Lígia que afirmou estar tranquila com a viagem, ao contrário da mãe, muito ansiosa com toda mudança que está acontecendo. “Estou bastante ansiosa, mas quem está mais é minha mãe. Viajo dia 16 e estou confiante”, disse Lígia.

Além da bailarina Lígia, diversas atrações fazem parte do projeto. No dia 13 de setembro será a vez da escritora Ana Fátima, autora dos livros Makeba vai à Escola e As Tranças da Minha Mãe. Estão agendadas diversas ações como: a apresentação de Hip Hop com a turma do 2º ano, oficinas de turbantes, desfile performático valorizando vestimentas e cabelos afro com a turma do 3º ano e confecção de bonecas Abayomi. O fechamento da programação está prevista para dia 20 de novembro com uma mostra temática com produções confeccionadas ao longo do projeto.