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Escolas oferecem alimentos nutritivos aos alunos da rede municipal

20 de abr de 2007 - dev

Luiza Torres

Os estudantes da rede municipal merendam com prazer os alimentos servidos nas escolas. “É uma delícia. Gosto do arroz, do feijão, do mingau… de tudo”, afirma Cleiton Aguiar, 10 anos, que cursa a 4ª série do ensino fundamental na Escola Municipal Carlos Murion, localizada em Pituaçu.

Para que esta alimentação, além de saborosa, seja nutritiva e balanceada, a Secretaria Municipal da Educação e Cultura (SMEC) prepara um cardápio diversificado para todas as 366 escolas, a fim de atender as necessidades dos cerca de 180 mil alunos nas diversas fases do crescimento e desenvolvimento, colaborando para a sua formação psicomotora, social e cognitiva.

As escolas recebem leite, biscoitos, verduras, feijão, arroz, peixe, frango, carne bovina moída, carne bovina em cubos, empanado de frango, macarrão, açúcar, granola, flocos de milho, entre outros. Além destes gêneros alimentícios, itens que antes não eram servidos nas unidades de ensino, como verduras, frutas, tempero verde passaram a ser disponibilizados para toda rede municipal. “Muitas vezes os professores ou até os alunos traziam os temperos de casa. Tínhamos até começado a fazer uma horta, mas agora não iremos mais precisar dela, porque a secretaria nos envia estes gêneros alimentícios. A horta agora é educativa”, conta a diretora da Escola Municipal Parque de São Cristóvão, Jacilene Santos da Silva.

De acordo com ela, muitas crianças se alimentam apenas na escola, por isso o que deveria ser apenas uma merenda passou a ser uma refeição. Pela manhã, assim que os alunos chegam à Escola Parque São Cristóvão, tomam um copo de leite, bebida que é servida na saída aos que estudam no turno vespertino. “Algumas crianças trazem uma garrafinha para levar o leite para casa e dividir com os irmãos e pais. Esta alimentação é de grande importância para estes alunos, porque supre a carência que eles têm em casa”. Na Parque São Cristóvão são servidas 540 refeições diariamente.

Outra novidade da escola é servir almoço todas as terças e sextas-feiras para os educandos da 3ª e 4ª série que têm aulas de inglês, teatro e educação física no turno oposto ao que freqüentam normalmente. No total são 200 almoços. O estudante Neylton Ferreira, 10 anos, 4ª série, é um dos beneficiados pela refeição e afirma gostar muito. “A comida é muiiiito gostosa, vou repetir. Tenho estômago para mais cinco pratos e ainda quando chegar na minha casa vou comer mais (risos)”. Nesta terça-feira (17), as crianças e adolescentes degustaram no almoço feijão, arroz, frango, caruru e tiveram como sobremesa banana.

Na Escola Municipal Carlos Murion a situação não é diferente. Lá são servidas 340 alimentações todos os dias. De acordo com a diretora da instituição, Tereza Cristina Teixeira Silva, o cardápio é sugerido pela Secretaria Municipal da Educação e Cultura, mas isto não impede das merendeiras usarem a criatividade. Ela explica que gêneros, como soja são incrementados com outros produtos alimenticios, por exemplo, carne moída e verduras. Ela explica que, determinados alimentos, como soja, são misturados à carne moída e às verduras. São preparados também polenta, milk-shake de goiabada. “Alimentos saudáveis e nutritivos para que os pequenos comam com prazer. Antes eles só queriam biscoito e achocolatado. Hoje, comem soja com satisfação. A granola, então, não pode faltar”, afirma. Há também uma preocupação com os alunos que possuem diabetes e obesidade, razão pela qual os alimentos contêm gordura sal e açúcar em pequenas quantidades.

Segundo a coordenadora da SMEC, Juçara Rosa, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) garante no mínimo 15% das recomendações nutricionais diárias para alunos matriculados em creches, pré-escola e ensino fundamental e 30% para alunos remanescentes de quilombos. Em Salvador, são atendidos 100% dos estudantes da rede municipal de ensino, entidades filantrópicas, creches e escolas remanescentes de quilombo. São usados produtos que respeitem os hábitos alimentares das crianças e adolescentes, valorizando a compra de alimentos básicos em torno de 70% de produtos regionais.

Antes de introduzir qualquer tipo de gênero na alimentação dos estudantes, a SMEC realiza um teste de aceitabilidade entre os estudantes. Para a inserção de um gênero no Programa de Alimentação Escolar é necessário que o mesmo apresente valor igual ou superior a 85% de aceitabilidade.

Só em 2006 foram servidas 63.913.800 refeições, que beneficiou cerca de 200 mil alunos da rede municipal de ensino, creches, escolas comunitárias e remanescentes quilombolas. Foram adquiridos no ano passado 2.637.882 quilos de alimentos. Este ano, estão previstos para os meses de maio, junho, julho e agosto um investimento de quase R$ 6 milhões de reais para a compra de gêneros alimentícios.

“Muitas são as pesquisas que evidenciam a relação entre desempenho escolar e nutrição, mostrando que a alimentação orientada e em intervalos regulares, auxiliam na atividade cerebral bem como no equilíbrio corporal. As preparações dos alimentos visam a formação de bons hábitos alimentares, além de contribuir para a redução dos índices de repetência e evasão escolar, devido a carência alimentar”, acredita o secretário municipal de Educação e Cultura, Ney Campello.

Campello explica que a SMEC é responsável pelo planejamento, coordenação e execução das ações de aquisição, armazenamento, avaliação e distribuição de gêneros alimentícios para a suplementação alimentar dos alunos da rede. Há também uma grande preocupação com a capacitação de merendeiras e nutricionistas para melhor atender os estudantes. “Não adianta disponibilizarmos gêneros alimentícios de qualidade para as escolas e não termos merendeiras capazes de manipular estes itens ou de prepará-los sem perder o valor nutricional”, afirma.

Esta preocupação com os alimentos e higienização é observada na cozinha das escolas. Todas as merendeiras e cozinheiros usam jaleco, avental, touca e luvas. As merendeiras Maria da Silva Barros e Marileide Cruz dos Santos, da Escola Municipal Carlos Murion, antes de preparem os alimentos, observam se estão estragados ou fora da validade. A cozinha é bastante higienizada e os produtos ficam armazenados em um depósito que só elas e a diretora têm acesso. “Nos preocupamos muito com a manipulação dos alimentos. Mesmo com luvas, sempre lavamos as mãos e só entra na cozinha que estiver de jaleco e touca”, afirma Marileide Cruz dos Santos.

Para a dona-de-casa Ana Alice Santos Silva, mãe de uma aluna da Escola Municipal Parque São Cristovão, a alimentação servida na escola é boa e nutritiva. “Antes eu ficava preocupada com as merendas servidas na escola, porque não tinham valor nutricional. Agora, percebo que minha filha está comendo melhor do que em casa, porque tem coisas na escola que não posso oferecer”, conta.