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Estudantes participam do Dois de Julho

03 de jul de 2006 - dev

Coreografias bem elaboradas e sorrisos de satisfação. Foi assim que cerca de 880 estudantes da rede municipal de ensino integraram o desfile cívico em comemoração aos 183 anos de independência da Bahia. Para a aluna da Escola Municipal da Fazenda Coutos, Andréa da Silva Costa, 12 anos, é um grande desafio participar do Dois de Julho. Fico bastante nervosa, porque tenho que fazer bonito durante toda caminhada. Mas é muito bom participar da comemoração desta data histórica, que libertou o nosso Estado das mãos dos portugueses”, afirma.

Cinco fanfarras, cada uma com 80 alunos (Arlete Magalhães, Brigadeiro Eduardo Gomes, Alexandrina Santos Pita, Fazenda Coutos e Helena Magalhães), desfilaram na manhã de ontem (domingo) das ruas da Lapinha à Praça Municipal. Para que as crianças e adolescentes conhecessem mais sobre a Independência da Bahia, quando houve a expulsão dos portugueses de Salvador, último reduto dos colonizadores, as instituições de ensino fizeram um trabalho sobre este processo histórico.

Segundo o secretário municipal de Educação e Cultura, Ney Campello, os estudantes devem conhecer a história do dois de julho, o significado desta comemoração. “Antes os alunos da rede desfilavam sem conhecer os principais motivos que levaram as tropas brasileiras entrarem na em Salvador, tomando a cidade e assim consolidando a vitória sobre os portugueses. Este ano, os professores se empenharam realizando trabalhos e discussões em sala de aula sobre o tema”, afirma.

Para o Prefeito Municipal de Salvador, João Henrique Carneiro, as comemorações da Independência da Bahia as novas gerações devem refletir o quanto foi difícil para os heróis lutarem pela independência da Bahia. “O grande significado do 2 de Julho é mostrar que o nosso povo não se rende à tirania e sabe honrar os seus heróis. É um povo que vai à luta, cobra e exige mudanças”, ressaltou.

Já o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Paulo Lima, acredita que o significado da data não está no passado, mas na luta constante da população baiana por melhorias sociais e mudanças constantes.

Independência

A Guerra da Independência ocorreu entre 1822 e 1824 e representou a luta dos patriotas contra a recolonização proposta pelas Cortes portuguesas. Oficializada a separação política de Portugal, a Independência não foi aceita imediatamente por todos. Governadores de algumas províncias resistiram em aceitar a separação, apoiados pelas tropas militares portuguesas.
Durante a guerra, o exército contou com a ajuda das milícias populares, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, na luta contra os portugueses. Na Bahia, em inícios de 1822, a população se rebelou contra as tropas portuguesas comandadas por Madeira de Melo, cercando a cidade de Salvador.
Apesar do envio de tropas do Rio de Janeiro, lideradas pelo brigadeiro francês Labatut, os rebeldes não conseguiram vencer os portugueses, que, por seu lado, também receberam reforços, mas ficaram isolados em Salvador. Nessa ocasião, os soldados portugueses invadiram o convento da Lapa (Salvador), em busca de “patriotas” escondidos, assassinando a madre superiora, irmã Joana Angélica, que tentou impedir a invasão. Os patriotas retiraram-se para o interior, dominaram todo o Recôncavo Baiano, controlando inclusive a ilha de Itaparica.

Durante a guerra da Independência na Bahia, surgiram tropas irregulares recrutadas no interior baiano: os jagunços e os couraças, vestidos de couro como os sertanejos. Essas tropas combateram muito bem contra os portugueses do General Madeira e chamaram a atenção não só pelo traje exótico como também pela prática da guerrilha. Nesses grupos de guerrilheiros voluntários estava Maria Quitéria de Jesus Medeiros, filha de um fazendeiro do interior, que teve atuação importante na luta contra as tropas de Madeira de Melo.
Em maio de 1823 chegou à Bahia uma esquadra comandada pelo Almirante Lord Cochrane. As tropas de Madeira de Melo não tinham mais condições de resistir. Ameaçadas pela fome, pois com o Recôncavo dominado pelos “patriotas” era cada vez mais difícil conseguir alimentos, deixaram Salvador no dia 2 de julho, data em que, na Bahia, se comemora a Independência.