GRE Liberdade/Cidade Baixa faz evento em homenagem às merendeiras

05 de jul de 2019 - Jornalismo

Preparar as refeições diárias para centenas de crianças, cuidar de cada ingrediente e de que maneira a junção deles vai agradar ao paladar dos pequenos, não deve ser tarefa fácil. Para as manipuladoras de alimentos (merendeiras) das escolas municipais de Salvador, o ingrediente principal é o amor. E por toda essa dedicação, elas receberam homenagens na manhã desta sexta-feira (5), na sede da Gerência Regional Liberdade-Cidade Baixa.

As homenagens foram regadas a um saboroso café da manhã, uma oficina de turbantes e um momento de beleza, onde todas foram maquiadas. “Estamos aqui para falar de empoderamento, para mostrar que todas tem o dever de cuidar da estética para ficarem mais lindas. Essas mulheres que se dedicam tanto as outras pessoas, hoje terão um dia para se cuidarem”, disse a técnica do Fundo Municipal para o Desenvolvimento Humano e Inclusão Educacional de Mulheres Afrodescendentes (Fiema), Edmeire do Rosário, responsável pela oficina de turbantes.

De acordo com a gerente da GRE, Ivone Portela, a merendeira tem importância fundamental. “A pedagogia é a ‘coluna vertebral’ da existência do processo educativo, mas merendeiras são essenciais e precisam do apoio de todos os setores que possam viabilizar o melhor desenvolvimento do aluno, pois a criança que se alimenta bem tem o processo de aprendizagem mais acelerado. Se o trabalho das merendeiras não for com dedicação, não faz sentido”, pontua.

Há mais de dez anos na função de merendeira, Fabiana do Nascimento afirma que a mesma dedicação que ela cozinha para sua família, ela dispõe para as 220 crianças da Escola Municipal Major Elói. “Elas são como se fossem meus filhos, me esforço para fazer uma comida gostosa para se sentirem bem. As crianças são muito sinceras, se não fizermos com capricho e não for uma comida saborosa, eles reclamam”, conta aos risos Fabiana.

A merendeira Norma Suely dos Santos trabalha há 29 anos na Escola Municipal União Comunitária do Uruguai e ela garante que toda merendeira é um pouco mãe dos alunos. “Às vezes eles chegam chateados, me falam que não comeram nada em casa… Eu converso com eles, sirvo um lanche enquanto faço a refeição principal. Dou conselhos, pergunto sobre as notas, se estão estudando… Enfim, se nosso trabalho não for realizado com muito amor não tem graça”.

Para a nutricionista Roberta Nonato a merendeira tem papel imprescindível na execução das refeições diárias. “Montamos o cardápio, fazemos os ajustes da distribuição e ficamos na fiscalização, mas é a manipuladora de alimentos quem executa. Elas são o ponto chave de todo nosso trabalho”, ressalta.

Galeria 1: Fotos de André Carvalho/Smed/PMS

Galeria 2: Outras fotos do evento.