II Fliedam movimenta a Escola Municipal Dona Arlete Magalhães

02 de maio de 2019 - Jornalismo

Com o tema “Salvador: Expressão da Pluralidade e Resistência”, começou nesta quinta-feira (2) a II Festa Literária da Escola Municipal Dona Arlete Magalhães (Fliedam) – um grande evento literário e cultural construído com base no protagonismo estudantil. Durante os dias 2, 3 e 4 de maio, a escola, localizada no bairro de Castelo Branco (GRE Pirajá), abriga diversas atividades que vão desde apresentações artísticas e culturais, até palestras, debates e exposições.

A abertura do evento ocorreu na manhã desta quinta-feira e teve a participação da diretora da Escola Municipal Dona Arlete Magalhães, Cristina da Mata, da sub-secretária municipal da Educação, Rafaella Pondé, do gerente regional de Educação de Pirajá, Rafael Lisboa, da representante da Diretoria Pedagógica (Dipe) da Secretaria Municipal da Educação (Smed), Olgalice Suzarte, do professor Adriano Moreira, curador da Fliedam e representante dos professores, da homenageada do evento, Valdineia Lisboa, e da representante dos alunos, Sulamita Protásio.

De acordo com a diretora Cristina da Mata, a Fliedam tem como objetivo proporcionar à comunidade escolar e local ações de valorização das literaturas que permeiam os cotidianos. “É um evento riquíssimo, que tem um caráter fortemente cultural, literário e plural”, explica a diretora, lembrando que a feira envolve todas as turmas da escola, desde os anos iniciais e finais do Fundamental até a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Ela ressalta que o tema escolhido (“Salvador: Expressão da Pluralidade e Resistência”) traz inúmeras possibilidades de desenvolvimento no campo literário e de saberes. “A partir desse tema foi possível, por exemplo, abordar a musicalidade e a história contada através dos Blocos Afros tradicionais, da literatura baiana e de vários movimentos artísticos e culturais atuais, com recortes de raça, gênero e territorialidade”, frisa.

Participar da organização e execução da II Fliedam é motivo de muito orgulho para a estudante Sulamita Protásio, cuja chapa foi eleita para o Núcleo da Juventude – agremiação representativa dos estudantes da escola. “Está sendo uma experiência especial. A Fliedam é um evento muito importante, porque envolve toda a escola, resgata a história, traz conhecimento, incentiva a leitura e a escrita”, diz a aluna do 8º ano, que é a primeira mulher a eleger-se presidente do Núcleo.

Valdinéia da Costa Lisboa, auxiliar de serviços gerais que atua na unidade desde 2005, foi a grande homenageada do evento, em reconhecimento à dedicação com que atua e pela atenção a toda comunidade escolar. “Fiquei muito feliz e emocionada. Gosto demais de trabalhar aqui, de cuidar da escola e, principalmente, cuidar dos alunos, que trato com muito amor e carinho”, diz Valdinéia. “Gosto de conversar com eles, dar atenção. O trabalho é assim: a gente coloca um pouquinho de carinho, joga amor e fica especial”. Ela conta que mesmo alunos que já saíram da unidade escolar sempre voltam para dar notícias. “Ou eu vou à escola nova deles para saber se está tudo bem”, frisa.

Cada sala da Escola Municipal Dona Arlete Magalhães abriga uma programação específica que abordam os mais diversos temas, em diferentes linguagens. Palestras tratam de temas como alimentação saudável, intolerância religiosa, empreendedorismo jovem, Culturas Populares na História do Bairro de Castelo Branco, relações de gênero, entre outras. Há exposições de trabalhos escolares e temáticas, como a “Oxente… Assim fala a nossa gente”, rodas de conversa, contação de histórias, oficinas, entre outras atividades.

Os alunos do professor de História, Adriano Moreira, escolhido curador da II Fliedam, organizaram a exposição “Salvador, expressão de pluralidade e resistência”, com maquetes, cartazes, livros, tecidos e outros elementos artísticos. De acordo com ele, o trabalho focou a identidade étnica, o pertencimento e a representatividade. Na sala, encontra-se o resultado de estudos sobre o Balé Folclórico da Bahia, os Blocos Afros, o Bando de Teatro Olodum, moda afro, entre outros. “Foi um espaço pensado e criado por eles, que trabalharam em equipes. Além da pesquisa, os alunos fizeram toda concepção da exposição, inclusive a forma em que foi disposta: Como um passeio a Salvador”, explica, reforçando a importância do protagonismo dos alunos nesse evento. “A Fliedam traz para a escola a apoderação do conhecimento e faz isso partindo dos próprios estudantes”, ressalta.

Na quinta (2) e sexta (3), o evento ocorre das 7h30 às 22h. No sábado, o horário é das 8h às 13h.

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