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Mostra Criativa tem webinário sobre Educação das Relações Étnico-Raciais no Currículo: Reflexões e Implicações

06 de out de 2020 - Jornalismo

A Secretaria Municipal da Educação (Smed), a Secretaria Municipal de Reparação (Semur) e a Fundação Gregório de Matos (FGM) realizaram na terça-feira (29) o webinário Educação das Relações Étnico-Raciais no Currículo: Reflexões e Implicações, que faz parte da Mostra Criativa 2020. O evento contou com a presença da coordenadora do Núcleo de Políticas Educacionais das Relações Étnico-Raciais da Smed (Nuper), Eliane Boa Morte, que discorreu sobre o tema, e da professora Dejiária Santiago, mediadora do encontro.

O secretário Municipal da Educação, Bruno Barral, fez a abertura dando as boas vindas aos participantes. “É com muita alegria que estamos aqui hoje para dar o pontapé inicial na Mostra Criativa desse ano e para mais um projeto de sucesso da Smed, em parceria com a Semur e Fundação Gregório de Matos. Um trabalho muito exitoso do Nuper, que é uma parte especialmente importante da nossa secretaria, hoje tocada por nossa amiga Eliana Boa Morte, que eu tenho aqui o prazer e a tremenda alegria em contar com um time de colaboradores pela sua competência e diligência”.

O secretário ressaltou o momento de pandemia e lembrou as mostras anteriores. “E hoje além de ser o início para Mostra Criativa do ano de 2020 é um ano extremamente atípico com relação ao que nós passamos nos anos anteriores. É importante mencionar que essa é apenas um momento de um projeto que vive ao longo do ano e que tem que se manter vivo nas escolas e suas produções culturais”, disse.

Esteve também presente no evento Oilda Rejane Silva Ferreira, coordenadora de Reparação e Promoção da Igualdade Racial da Semur, representando a secretária Ivete Sacramento. Oilda começou a fala parabenizando o secretário Bruno Barral pelo engajamento nas ações diante ao racismo institucional. “É um prazer, secretário, estar aqui neste momento representando a nossa querida secretária Ivete Sacramento e quero aqui parabenizá-lo pelo trabalho que vem sendo feito frente à pasta e pelos avanços dentro da educação com compromisso diário com os estudantes com o programa de combate ao racismo institucional no qual o secretário busca fazer e se engajar nas ações. Agradeço pelas palavras referentes a esses seis anos de atuação com esse programa e reitero que nós precisamos de gestores e gestoras engajados comprometidos com o enfrentamento do racismo e em construir uma sociedade que seja verdadeiramente justa e igualitária”.

A professora Dejiária Santiago, como mediadora do Webinário, fez a apresentação do tema e falou um pouco do Comitê Técnico de Supervisão e Acompanhamento das Ações de Implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08. Em seguida a palestrante Eliane Boa Morte, coordenadora do Nuper iniciou os trabalhos, falando um pouco sobre o núcleo e os desafios enfrentados neste período de pandemia. “O Nuper tem a finalidade de propor, implementar e acompanhar Políticas Públicas Educacionais relativas às questões Raciais na Smed e a pandemia nos impôs a necessidade de um isolamento social que com certeza trouxe muitas inquietações, mas também possibilidades de reflexões sobre o nosso cotidiano. A temática étnico racial não se instalou no Brasil em 2020 é um processo da construção do nosso país, sempre discutimos essa temática buscando visibilizar o racismo em nossa sociedade, como essa discussão nessa temática e uma educação antirracista, mas poucas vezes podemos ser escutados como estamos sendo agora”.

Eliane relembrou casos antirracistas que vieram de fora do país e levaram a discursos nesse tempo, lembrando que a educação nesse contexto tem que levar o assunto para sala de aula. “A pandemia nos trouxe uma profusão de possibilidades de ver algo que esteve e que continua na nossa sociedade, de uma forma diferente, como o evento do “Vidas negras importam” um movimento que veio dos Estados Unidos e que tomou conta do mundo em relação aos processos racistas que nós vivemos em nosso dia a dia nos trazendo a possibilidade dessas reflexão de fora do país para cá. Com certeza nós já tivemos notícias, já vimos inclusive vídeos que circulam nas redes sócias sobre violência contra negros no nosso cotidiano, simplesmente por serem negros. Só que isso tomou um contorno diferenciado porque tornou-se pauta mundial e eu gostaria de trazer algumas reflexões para nossos colegas, que eles não pensassem nessa temática como uma moda do momento da pandemia, pois o importante para mim nesse contexto é ver o processo histórico de construção do racismo na sociedade brasileira”.

Ela ressaltou também a importância de, no currículo escolar, apresentar esta temática nas salas de aula. “Às vezes podemos cometer alguns erros acerca da temática racial, por desconhecimento, este é o motivo pelo qual vejo a importância do papel da escola e do currículo escolar, ele pode mostrar as pessoas que mais do que aquele momento, aquela visibilidade momentânea, há algo que fez com que isso que estamos vivendo agora acontecesse. Então é o currículo escolar que pode dar outras possibilidades , mostrar outros elementos para essa população, ou seja, o currículo escolar pode levar a reflexões do passado para o entendimento do presente, principalmente para esta que está se formando agora, que é majoritariamente negra nas escolas públicas. Somente em Salvador isso se reflete na nossa matrícula onde mais de 80% é composta de estudantes negros, ou seja, pretos e pardos. Precisamos ter um currículo que atenda essas pessoas, que mostre a elas nesse momento de pandemia, quando tiveram a sua condição cotidiana revelada de uma forma mais intensa.

A coordenadora do Nuper fez questão de relembrar a falta de acesso às redes sociais dos alunos e da dificuldade que foi e é para esses estudantes, em aprender de forma remota, propondo uma olhar mais apurado para as diretrizes curriculares. “Ficou muito visível também de como é difícil acessarmos essas pessoas em momento de isolamento. Descobrimos chocados, que muitas pessoas vivem também, uma exclusão tecnológica. A tecnologia que nós achávamos que era para todos e que todos tinham acesso de forma uniforme, a pandemia nos mostrou que não. Então não bastava só ter um celular, teria que ter um chip com dados e nem sempre com esses dispositivos possuíam rede dentro das casas e no mesmo local. Esta falta de condição dessas pessoas terem acesso a informação e consecutivamente a educação, nos saltou aos olhos, e agora? Nos processos de volta teremos que pensar, depois da pandemia o que faremos. Penso eu que, no retorno, o que precisamos fazer é discutirmos mais a miúde um currículo que necessite ser feito e adaptado para essa população”.

Eliane encerrou a palestra conclamando os profissionais da educação que procurem levar o assunto sobre a Educação das Relações Étnico-Raciais a todo tempo para sala de aula. “Precisamos que os professores em educação assumam a parte de cada um na implementação da lei 10.639/2003, pois enquanto servidoras e servidores públicos, precisamos fazer uma política das Diretrizes Nacionais da Educação. Esse momento é bastante delicado e vai precisar, ainda mais, da compreensão, participação e visão desses profissionais na discussão dessa temática, dessa população que vive em defasagem aos demais. Mesmo com todos os esforços da secretaria para que essa educação chegue a essas pessoas, sabemos que ainda há estudantes que não são atingidos, mesmo em Salvador, e essa reflexão e discussão precisam estar no cotidiano, nas salas de aula e nos conteúdos escolares”.