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Nossa Rede – Professores analisam primeiras páginas dos cadernos

30 de out de 2015 - Jornalismo

Durante dois meses, os Grupos de Trabalho Institucional e Regionais do projeto Nossa Rede analisaram quadros de conteúdos para os cadernos pedagógicos de Língua Portuguesa e Matemática, que estarão nas mãos dos professores e estudantes do Ensino Fundamental I de Salvador no comecinho do ano que vem.

O material que os educadores analisaram nos encontros das regionais de setembro, que ocorreram entre os dias 14 e 18/11/2015, já incorporava sugestões de reuniões anteriores. Uma das recomendações foi que os cadernos de Língua Portuguesa para os estudantes do primeiro ano trabalhassem com o tema da identidade pessoal e leitura de gibis.

As reuniões aconteceram em todas as dez regionais da cidade (Itapuã, Cabula, Subúrbio I, Cajazeiras, Cidade Baixa e Liberdade, Pirajá, Orla, São Caetano, Centro e Subúrbio II) e começaram com a apresentação dos presentes culturais trazidos pelas escolas. Teve dança, música, cordel e até conto escrito pelos alunos.

Depois, as coordenadoras das áreas de Matemática e Língua Portuguesa fizeram um balanço das contribuições que receberam dos educadores de Salvador. A maioria das intervenções apontavam uma identificação com o modo como o trabalho estava sendo conduzido — como a riqueza de diversidade e garantias de progressividade. Outras, indicavam aspectos que não estavam sendo contemplados e podiam ser incorporados — a exemplo de sugestões de autores e mudança na ordem de alguns conteúdos.

Desta vez, as apresentações que abriram os GTRs foram curtinhas. A ideia era partir logo para o trabalho — a análise de parte da sequência didática proposta para a primeira unidade da 1a, 2a, 3a, 4a e 5a séries.

Os professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares voltaram a se dividir em grupos de Língua Portuguesa e Matemática e receberam um pequeno roteiro para guiar a análise das primeiras páginas dos cadernos: as propostas eram pertinentes? As informações para o professor estavam claras? Havia articulação com a cultura local? E, principalmente, o material atendia às necessidades de aprendizagem dos alunos da rede?

A professora Rose Pinto, da Escola Osvaldo Gordilho, no Itapuã, participou do grupo que analisava os cadernos de Língua Portuguesa do 1o ano. Ela gostou de várias sugestões, como a de identificar no primeiro dia o aluno com um cartão com seu nome e do aniversariante escolher o que será lido em sala de aula naquele dia. “Gostei muito, toda a sequência didática está bem amarrada. Os temas não são novos para a gente, mas antes esse trabalho não era tão amarrado. Agora é como se pescassem o peixe e o entregassem para o professor”.

A professora Célia Souza, da Escola Municipal Lagoa do Abaeté, comentou a importância de se ter um material que atenda as escolas de tempo integral. “O prefeito já falou algumas vezes que a ideia é ampliar a rede de unidades de ensino em tempo integral. Acho que precisaríamos de um caderno diferenciado”.

Avanços

No grupo de Matemática da Orla, a professora Luciene Alves, da escola Professor Aristides Novis, analisou o caderno de Matemática para a 4a série, que tratava sobre multiplicação e divisão. O material propunha vários jogos, que agradaram à Luciene. “Achei ótimo porque a gente só costuma trabalhar com jogos para crianças pequenas. Então, achei bom retomar essa parte lúdica. É uma estratégia boa de aprendizagem”.

Para os cadernos da 3a série, também de Matemática, os educadores da Orla questionaram se não era melhor trocar a sequência didática do reconhecimento dos numerais de 0 a 1000 por 0 a 100, porque a rede não garantiria esta aprendizagem com os alunos que têm hoje.

Essa foi, aliás, uma das principais discussões em todos os GTRs. Muitos professores acharam que os cadernos estavam muito “avançados” em relação aos conhecimentos dos estudantes, especialmente por dificuldades de alfabetização, que alcança até alunos que já estão no 5o ano. Afinal, o estudante que receber hoje o material para o 5o ano ainda não terá passado pelo ciclo completo desta nova orientação pedagógica.

Para Cybele Amado de Oliveira, diretora-presidente do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP), à frente do Projeto Nossa Rede em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SMED), há um ciclo de defasagens dos alunos por uma série de razões históricas e sociais. “Como o desenho estrutural ainda é um desenho onde existem dificuldades para que a escola seja um espaço colaborativo, o professor se vê diante de uma responsabilidade que pode parecer só dele. Mas não é verdade que os professores querem menos dos seus alunos. Eles querem sempre mais”.

O desafio, diz Cybele, é investir em formação continuada de professores e garantir que os cadernos pedagógicos dialoguem com diferentes níveis de saberes em sala de aula, com atividades diferenciadas. “A todo momento as avaliações estão dizendo da não-aprendizagem de nossas crianças no tempo que elas precisam aprender. Precisamos compreender melhor o que fazer diante desse problema. Metas são importantes porque são projeções. É preciso avançar a cada ano e, para isso, é preciso criar estratégias para que as crianças aprendam, de fato”.

As contribuições ouvidas pelas coordenadoras de áreas nos GTRs serão sistematizadas, para promover as alterações necessárias no material. Os professores da rede que não participam dos encontros podem colaborar por meio da Plataforma Nossa Rede.

Foto: Cybele Amado