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Professores da rede serão capacitados para atender alunos autistas

25 de jan de 2007 - dev

Luiza Torres

Dificuldade na comunicação, nos relacionamentos sociais, resistência ao contato físico e a afetividade são algumas características identificadas em crianças com autismo. Os sintomas variam amplamente e manifestam-se de diversas formas. O autismo não tem cura e o seu diagnóstico é complicado. Muitas vezes a doença é identificada quando a criança tem oito anos de idade, o que impede um tratamento de qualidade. Além desses problemas, os pais se deparam com a falta de escolas capazes de ensinar aos autistas a superarem suas limitações. Por causa destes percalços foi fundada há três anos na Bahia a Associação de Amigos do Autista (AMA), que presta serviço educacional a 47 autistas.

Para conhecer o trabalho desenvolvido pela AMA, o secretário municipal de Educação e Cultura, Ney Campello, visitou no dia 24 de janeiro a sede da associação, que passará a capacitar os professores da rede municipal de ensino por meio de um convênio firmado pela SMEC e a instituição. “Através desta parceria ampliaremos nossa ação conjunta com a AMA, atuando na seleção e formação de professores voltada para a educação inclusiva”, afirmou o secretário.

A presidente da AMA, Rita Valéria Brasil, explica que ao inserir a criança e o adolescente com autismo no ambiente escolar, a instituição acompanha todo processo de aprendizagem, dando apoio pedagógico a escola. “Incluir não é apenas estar na escola, como forma de lazer. Temos que provar para a sociedade que o autista tem capacidade de escolaridade, por isso, verificamos o conteúdo pedagógico da instituição que se propõe a atender o autista. Por este motivo, será realizada a formação de professores da rede pública, que é um grande passo para o desenvolvimento escolar destas crianças e adolescentes”, ressalta. Segundo ela, o portador de autismo é desacreditado do processo cognitivo e de aprendizagem, porque não encontram escolas especializadas.

Antes da inserção destes alunos, o A AMA oferece o Método Treatment and Education for Autistic and Related Communication Handicapped Children (Teacch), um processo educacional individualizado que visa revelar o potencial, habilidades, interesses e áreas de comprometimento do autista. Esta é uma maneira de prepara-los para a escola regular. “Estamos tornando possível uma pedagogia que estimula a curiosidade, a autoconfiança, autonomia, proporcionando o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, concentração e a atenção, tão importantes para o autista”, afirma a presidente da AMA.

INCLUSÃO

A pedagoga Miriam Leopoldino sentiu na pele as dificuldades para matricular o filho Rodolfo Leopoldino, 12 anos, em uma escola regular que oferecesse educação inclusiva. “Matriculei meu filho em uma unidade de ensino particular que afirmava ter a educação inclusiva e fiquei bastante decepcionada, porque a escola era apenas um local de lazer. Meu filho não aprendeu nada e continuou com dificuldade na linguagem. A unidade ainda me cobrou uma taxa extra. Foi na Associação de Amigos do Autista que Rodolfo desenvolveu a cognição e a aprendizagem. Eu sempre soube que ele tinha uma grande capacidade para aprender”, afirma.

Além dos problemas com a escola, Miriam ficou 11 anos sem saber que o filho, que também possui Síndrome de Down, tinha autismo, porque os médicos não conseguiram fazer o diagnostico. “Os médicos só identificaram a Down, mas eu sabia que não era apenas isto, porque ele se comportava diferente das outras crianças. Fui incansável até descobrir o autismo e assim poder oferecer ao meu filho um tratamento de qualidade”.

Outro aluno que faz parte da AMA que encontrou resistência para estudar em escola de ensino regular foi Cláudio Santos Barros, 14 anos. A presidente da associação, Rita Valéria, explica que o adolescente ao chegar na instituição em 2006 não conseguia nem pegar no lápis. Após os primeiros dois meses de trabalho, o adolescente apresentou mudanças significativas, como aumento do nível de atenção, diferencia letras de números, ordena letras do seu nome e o escreve sem apoio visual. “Se fossemos avaliá-lo apenas em suas dificuldades eminentes, com certeza, ele ia apresentar um déficit muito grande ou até mesmo ser considerado como um autista com deficiência mental. Preferimos começar um trabalho, acreditando que ele tem muito a nos oferecer”, afirma Rita.