Projeto de Educação Física promove inclusão na Escola Municipal Senhora de Santana

06 de set de 2019 - Jornalismo

Na Semana da Pessoa com Deficiência a Escola Municipal Senhora de Santana, situada no Rio Vermelho (GRE Orla), mostrou como faz para promover a inclusão na unidade através das aulas de educação física e de dança. Na escola, existem 17 alunos público alvo da Educação Especial que fazem parte de todas as atividades propostas na unidade.

A educação física foi uma das formas que a escola achou para fazer a inclusão. Através de atividades e jogos lúdicos, a escola promove a interação e cria oportunidades para que todos os alunos com deficiência participem em conjunto.

Durante as aulas, o professor Cristiano Marcos de Souza Lima procura fazer com que os alunos com deficiência ou não interajam através de brincadeiras. Todos os 17 estudantes com deficiência estão incluídos na sala de aula normalmente, participando de tarefas, oficinas, entre outras atividades escolares.

“Existe um pacto e um pacto saudável no qual toda a escola está envolvida nesse processo de inclusão. Não é só incluir por incluir. A gente de fato está comprometido, nos preocupamos, queremos que as crianças participem de fato. Então a gente chama sempre para um pacto que envolve a família, a comunidade escolar, envolvem todos os profissionais que estão aqui, os alunos e a sociedade. Esse é um processo de transformação necessária para educação e estamos aprendendo tudo isso junto”, diz o professor.

Ele ainda falou da preocupação e do cuidado que os alunos têm uns com os outros. “Os alunos aqui já sabem como lidar com cada tipo de deficiência. Eles procuram incluir os colegas na hora das brincadeiras, não fazem muita zoada para que os alunos com autismo não se sintam incomodados. Em relação aos que têm falta de audição, eles procuram falar com gestos e por aí vai”.

Durante as atividades ao ar livre, são usados brinquedos construídos pelas crianças, são jogos que fazem parte da cultura identitária delas. “São usados materiais que reciclamos. E fazemos esses brinquedos pensando em diversos aspectos, como nossa cultura africana, que tem a ver com nossa identidade cultural, aproveitando para trazer as brincadeiras antigas para o nosso cotidiano”.

A escola também promove a inclusão através das aulas de dança, na qual as crianças brincam com os movimentos e aprendem expressões corporais, fazendo caretas, gestos e interagindo com os colegas durante a atividade. Nas aulas de dança ministradas pela professora Maria de Fátima Borges do Sacramento, os alunos têm a oportunidade de conhecer novos movimentos, deixar o corpo relaxar e a imaginação fluir através da música.

“Aqui na escola nós recebemos crianças com muitas deficiências, principalmente crianças com surdez, então na hora da aula tínhamos uma grande dificuldade em estabelecer comunicação para os temas propostos dentro do viés artístico e os alunos acabavam se tornando meros imitadores dos movimentos. Com a chegada dos intérpretes de libras, tudo ficou mais fácil. Essa comunicação melhorou muito e mudou a própria ação dos alunos dentro da sala de aula que passaram a participar mais e saber o que realmente estavam interpretando com o movimento da dança”, diz a professora.

De acordo com a diretora Adriana Augusta Vaz, a escola além de acolher as crianças com deficiência acolhem também as famílias dos alunos. “Além de acolhermos as crianças procuramos manter um laço afetivo também com as famílias que precisam de apoio e suporte.” disse ela.

Na escola todos estão imbuídos em fazer com que as crianças se sintam em casa e acolhidas, desde o porteiro, a merendeira até a direção escolar. A Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI) Adriana Carvalho Neves conta sobre a experiência em poder estar na escola com as crianças com deficiência. “É uma grande experiência pra mim, apesar de ter em casa uma pessoa com deficiência, aqui tenho aprendido muitas coisas com esses alunos, pois posso observar como eles se comportam e como os professores lidam com cada deficiência e isso tem me dado suporte para saber incluir ainda mais e cuidar da pessoa que tenho em casa, então a escola só tem me ajudado nessa área.”