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Seminário discute novos rumos para a educação

30 de out de 2015 - Jornalismo

 

Professor catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e ex-reitor da mesma instituição, Antonio Nóvoa, 61 anos, veio a Salvador para se reunir com exclusividade com os educadores da rede municipal.

O encontro aconteceu no dia 26 de setembro durante o I Seminário Municipal de Educação, promovido pela Secretaria Municipal de Educação (SMED) em parceria com o Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP). Cerca de 1.600 professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares compareceram ao evento, que integra o Projeto Nossa Rede.

Para o prefeito ACM Neto, o Nossa Rede é a ação mais importante dentre as 112 previstas no Programa Combinado, da SMED, por construir coletivamente um novo projeto pedagógico para os estudantes de Salvador. A diretora pedagógica da secretaria, Joelice Braga, abriu o encontro ressaltando a importância daquele momento. “Tenho a certeza de que nosso nome estará registrado para sempre na história da rede municipal. O que estamos construindo aqui deixará um legado para o futuro”.

O professor Antonio Nóvoa subiu ao palco sob esfuziantes aplausos para discorrer sobre o tema “Por uma escola centrada na aprendizagem: tempos, espaços e saberes”. Como tencionava pensar a construção da escola do futuro, achou por bem começar sua fala alertando os presentes para as “modas que não servem para nada” e para as falsas dicotomias em educação. “Conta mais o conteúdo ou a forma? Autoridade ou liberdade? Mérito ou Igualdade?” Inspirado em Guimarães Rosa, um dos seus escritores favoritos, propôs que seguissem pela “terceira margem do rio”, centrada no próprio percurso das crianças. “A aprendizagem é esta terceira margem. É o elemento central da escola”.

Meio de transporte

Para reforçar esta ideia, Nóvoa lançou mão de uma bela metáfora. “Educar é dotar a criança de um meio de transporte para que possa fazer uma viagem mais longa. A aprendizagem é este carro para que ela vá o mais longe possível. Sem isso, ela só chegaria aonde levam seus pés”.

O professor defendeu que para fazer frente às mudanças no modo como as crianças aprendem hoje, causadas pela revolução digital, é preciso revolucionar também a escola, com foco na cooperação entre alunos (“uns aprendem com os outros); “colegialidade” entre os professores (“todos cuidam de todos os alunos”); e maior colaboração com a sociedade.

A seguir, foi a vez das perguntas dos educadores, que estavam particularmente interessados no uso de novas tecnologias, na reprovação dos alunos, na construção de novos materiais didáticos e nas avaliações externas.
Alguns bilhetinhos enviados à mesa compartilhavam comentários e a emoção de muitos em estar ali. “Este encontro fez com que eu me reapaixonasse pela minha profissão”, dizia um. “Estou há 10 anos na rede e nunca vivi um momento como esse”, afirmou outro.

A professora Carla Dantas, que dá aulas no segundo ano da escola Nossa Senhora de Fátima, no Alto das Pombas, contou que ficou muito satisfeita com a possibilidade de dialogar com Nóvoa. “Foi muito importante conhecer os pensamentos dele. Já trabalho nessa linha da aprendizagem como centro da escola, e acho que quando Nóvoa diz isso, ele fala tudo! Também gostei da discussão sobre cooperação e aprendizagem. Saí de lá muito feliz pela oportunidade de discutir esses temas e espero que haja mais encontros como esse”.

Fortalecimento da rede

O secretario municipal de Educação, Guilherme Bellintani, também participou do seminário. Ele ressaltou a “honra” de contar com a presença de Nóvoa e afirmou que aquele era mais um passo no processo de fortalecimento da rede. “Nós não estamos construindo apenas um projeto pedagógico. Estamos construindo uma nova rede municipal. Meu papel é blindar o querer da rede”.

Ao fim das apresentações — que aconteceram em dois momentos, de manhã e à tarde, para que todos pudessem participar — foi a vez do momento tiete. Uma longa fila se formou para ‘selfies’ e o professor Nóvoa, já acostumado ao assédio, não se fez de rogado.